A União Industrial Paraguaia (UIP) obteve ontem novas adesões de sindicatos e organizações sociais para a marcha que realizará hoje em protesto contra a corrupção governamental, a impunidade e o contrabando.
Os protestos marcados para hoje se somarão aos realizados na semana passada pelos políticos da oposição e aos anteriormente promovidos em todo o país que vêm mantendo encurralado há vários meses o governo do presidente Luis González Macchi.
Guillermo Stanley, presidente da UIP, denunciou o fechamento nos últimos meses de pelo menos 200 empresas que dispensaram cerca de 100.000 trabalhadores, devido assegura ele ao maciço contrabando que ingressa no país e não é combatido pelo governo.
Por sua vez Gustavo Volpe, presidente da Federação da Produção, Indústria e Comércio (FEPRINCO), a principal entidade empresarial, falou de ''uma situação privilegiada'' em que vivem na sociedade paraguaia ''algumas sanguessugas que lucram sem receber castigo por suas atividades ilícitas''.
A ''Mobilização Tricolor'' (nome derivado das três cores que compõem a bandeira paraguaia), como a UIP denomina o movimento, pretende reunir hoje cerca de 15.000 pessoas.
O movimento também reunirá associações de usuários e de estudantes.

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