Seul A vitória do reformista Roh Moo Hyun nas eleições presidenciais na Coréia do Sul representa a chegada da nova geração ao poder e um período de ajuste na aliança com os Estados Unidos ante a ameaça norte-coreana.
Roh, de 56 anos, prometeu dar continuidade à chamada ''política do sol'', lançada pelo presidente Kim Dae-Jung, para persuadir Pyongyang a renunciar a suas ambições atômicas e a deter a venda de mísseis balísticos.
Num país onde a segurança é garantida por dezenas de milhares de soldados norte-americanos desde o final da guerra da Coréia, há 50 anos, o favorito da nova geração não pensa como o presidente norte-americano George W. Bush, que não quer diálogo com o regime do norte até que tenha desistido das armas nucleares. ''Se for cortado o diálogo e o intercâmbio entre as duas Coréias, quem fará o papel de mediador e resolverá a questão nuclear na península?'', pergunta-se o político de centro-esquerda. Segundo ele, a Coréia do Sul não tem escolha. Como muitos sul-coreanos da nova geração, Roh se declarou a favor de um novo equilíbrio da aliança estratégica com os Estados Unidos, quando um forte sentimento anti-norte-americano se manifesta na Coréia do Sul nas últimas semanas.

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