Novo presidente dá pista pró-Mercosul, diz Patriota
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Isabel Fleck<br>Folhapress 
Assunção - O governo brasileiro saiu da posse do presidente paraguaio, Horacio Cartes, sem uma resposta concreta sobre o retorno do país ao Mercosul, mas com "pistas" de que o relacionamento de Assunção com o bloco deve avançar com o novo governo.
"O discurso [de posse] é uma pista. A carta do [venezuelano Nicolás] Maduro também é uma pista", disse o chanceler Antonio Patriota a jornalistas, ao deixar o país. Ele se referia à carta que o presidente da Venezuela enviou, por um emissário, a Cartes, na qual lhe pedia para se reintegrar ao Mercosul.
Em seu primeiro discurso como presidente, Cartes disse "apostar no fortalecimento dos organismos subregionais, regionais e mundiais" e destacou a importância de "não agravar as diferenças conjunturais".
"Participamos e participaremos nestes organismos para consolidar a democracia, fomentar a integração, a cooperação e a vigência dos direitos humanos", disse.
O Paraguai foi suspenso do bloco regional em junho de 2012, quando os outros Estados membros (Brasil, Argentina e Uruguai) discordaram do impeachment relâmpago imposto a Fernando Lugo.
Outra pista, segundo Patriota, seria o agradecimento feito, durante o discurso, às presidentes Dilma Rousseff, do Brasil, e Cristina Kirchner, da Argentina, pelas "iniciativas para construir relações prósperas e positivas". No entanto, sinais de descontentamento também foram dados no discurso.
O presidente José Mujica, do Uruguai, o outro país fundador do Mercosul, não foi citado no mesmo agradecimento feito a Dilma e Cristina. Recentemente, Mujica ironizou a exigência feita por Cartes de que a Venezuela não assumisse a presidência do bloco.
Oficialmente, a suspensão ao Paraguai terminou ontem. Para o Brasil, agora "a bola está com Assunção". A presidência da Venezuela só termina em dezembro.


