O recém-eleito presidente sul-coreano, Kim Dae Jung, deverá enfrentar uma oposição radical por parte dos sindicatos contra as numerosas demissões impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de ajuda econômica.
No último sábado, Kim Dae Jung, ex-dissidente que será empossado no dia 25 de fevereiro, pediu ajuda aos sindicatos para salvar a economia sul-coreana da crise, mas não obteve consenso.
Os sindicatos e o chefe de Estado sul-coreano admitiram que a dominação familiar sobre os poderosos grupos empresariais teria que ser substituída para se ajustar à competitividade internacional, mas os líderes sindicais insistiram em que as demissões deveriam ser a última alternativa depois da erradicação da muito arraigada convivência entre os grupos familiares e o governo.
Revisando sua promessa eleitoral, Kim anunciou que permitirá às empresas que demitam seus funcionários para cumprirem com as exigências do FMI em troca de uma ajuda de 60 bilhões de dólares.
Cerca de dois mil sindicalistas, que se reuniram sábado em Seul e em outras três cidades coreanas, acusaram Kim de estar dando um passo atrás em suas promessas eleitorais.

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