O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, apresentou o esboço de um acordo de paz a negociadores palestinos e israelenses e, aparentemente, eles estão aproximando posições em relação à explosiva questão do futuro de Jerusalém. O plano foi apresentado aos dois lados na quarta-feira, quando eles visitaram a Casa Branca, confirmaram o chefe da delegação israelense, Shlomo Ben-Ami, e o negociador palestino Yasser Abed Rabbo.
Abed Rabbo disse à Associated Press que ainda existem profundas divergências em relação ao destino de milhões de refugiados palestinos e dos assentamentos judeus na Cisjordânia e Faixa de Gaza, mas destacou que progressos estão sendo feitos na questão do status de Jerusalém, que os dois lados reclamam como sua capital. ‘‘Em relação à soberania sobre a árabe Jerusalém, incluindo os locais sagrados islâmicos e judeus, estamos muito próximos de um entendimento’’, disse Abed Rabbo.
Os lugares sagrados de Jerusalém – particularmente a Esplanada das Mesquitas, chamada pelos muçulmanos de Haram as-Sharif, ou Nobre Santuário, e pelos judeus de Monte do Templo – estão no coração da disputa por parte dos dois lados. Foi uma visita ao local do direitista israelense Ariel Sharon em setembro último que deflagrou três meses de violência na Cisjordânia e Faixa de Gaza. Os confrontos já causaram a morte de mais de 335 pessoas, a ampla maioria de palestinos.
Ben-Ami disse à Rádio do Exército que pode haver espaço para compromisso em relação ao local sagrado. Atualmente, Israel tem soberania sobre a Esplanada das Mesquitas, mas autoridades religiosas muçulmanas detêm o controle do dia-a-dia.
‘‘Olha, desejamos preservar nossa afinidade especial com o Monte do Templo’’, disse Ben-Ami. ‘‘Nós dissemos isso também nas conversas aqui. Não esgotamos essa questão’’. Ben-Ami afirmou que Clinton ‘‘apresentou o que chamou de possíveis parâmetros para um acordo’’.

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