France PresseTerror e medoCivil armado no cemitério de Sehanine, sudoeste da Argélia, cuja população fugiu com medo de novos massacres, que já mataram mais de mil neste anoMais 11 pessoas foram mortas na madrugada de ontem em novos ataques dos grupos integristas islâmicos, elevando para 66 o número de civis mortos somente neste fim de semana pelos rebeldes integristas do país, informou ontem a imprensa argelina. As vítimas pertenciam a duas famílias na província de Bouira, cerca de 80 quilômetros a sudoeste de Argel. Os massacres do fim de semana elevam para cerca de mil pessoas o total de chacinados por supostos integristas desde o início do Ramadã, em 30 de dezembro. O mês mais sagrado para os muçulmanos, o do Ramadã, é considerado o mais propício para os integristas em sua luta, que consideram ‘‘sagrada’’ contra os inimigos do Islã. Ontem, no entanto, dois ex-integrantes das forças de segurança asilados em Londres, acusaram o governo argelino de promover os massacres.
As novas matanças, sobre as quais as autoridades argelinas mantiveram silêncio, ocorrem no momento em que a União Européia dispõe-se a enviar uma missão à Argélia para analisar junto com as autoridades do país as causas da violência.
O governo da Argélia foi colocado contra a parede ontem por dois ex-integrantes das forças de segurança argelinas, que o acusam de ser o responsável por algumas das piores matanças. O jornal inglês ‘‘The Observer’’ publicou ontem declarações de dois policiais asilados na Inglaterra, identificados pelos pseudônimos Robert e Andrew. Eles dizem existir uma força especial secreta, a ‘‘Securité Militaire’’, cujos membros são obrigados a vestir-se como fundamentalistas islâmicos para massacrar suspeitos de ser fundamentalistas islâmicos. Os dois também asseguram que existem pelo menos três centros de tortura somente na capital, Argel.

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