As disputas internas no Partido Justicialista (peronista, no poder) por causa da ambição do presidente Carlos Menem por um terceiro mandato paralisaram as atividades no Congresso. Segundo a agenda oficial, o Congresso devia ter começado suas sessões regulares na primeira semana de março. Todavia, isso foi impossível por causa dos conflitos entre os deputados peronistas que apóiam a reeleição de Menem e os que condenam.
Também não houve atividade durante o período das sessões extraordinárias, que se estendeu de dezembro a fevereiro. Um porta-voz do vice-presidente da Câmara, Marcelo López Arias, disse que ‘‘está tudo parado e os conflitos internos não têm dia para terminar’’.
Os adversários de Menem nesta contenda obedecem à orientação do governador da província de Buenos Aires, Eduardo Duhalde. O governador é o principal pré-candidato às primárias peronistas, marcadas para o dia 9 de maio. Dos 257 deputados que integram a Câmara, 118 são peronistas. Destes, 50 estão com Duhalde. No Senado, onde o oficialismo é maioria, a divisão é da mesma proporção. Embora a Constituição não permita, Menem quer ocupar a Casa Rosada pela terceira vez e até já aceita um plebiscito para isso.

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