Novo mandato de Menem paralisa a atividade política
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quarta-feira, 17 de março de 1999
Reuters 
As disputas internas no Partido Justicialista (peronista, no poder) por causa da ambição do presidente Carlos Menem por um terceiro mandato paralisaram as atividades no Congresso. Segundo a agenda oficial, o Congresso devia ter começado suas sessões regulares na primeira semana de março. Todavia, isso foi impossível por causa dos conflitos entre os deputados peronistas que apóiam a reeleição de Menem e os que condenam.
Também não houve atividade durante o período das sessões extraordinárias, que se estendeu de dezembro a fevereiro. Um porta-voz do vice-presidente da Câmara, Marcelo López Arias, disse que está tudo parado e os conflitos internos não têm dia para terminar.
Os adversários de Menem nesta contenda obedecem à orientação do governador da província de Buenos Aires, Eduardo Duhalde. O governador é o principal pré-candidato às primárias peronistas, marcadas para o dia 9 de maio. Dos 257 deputados que integram a Câmara, 118 são peronistas. Destes, 50 estão com Duhalde. No Senado, onde o oficialismo é maioria, a divisão é da mesma proporção. Embora a Constituição não permita, Menem quer ocupar a Casa Rosada pela terceira vez e até já aceita um plebiscito para isso.


