Gaza - Abdelaziz al-Rantissi, designado líder do Hamas, pediu ao braço armado dessa organização palestina radical que ''dê uma lição'' a Israel para vingar o xeque Ahmad Yassin, assassinado na segunda-feira pelo Estado hebreu. Em sua primeira declaração pública como dirigente desse movimento, Rantisi afirmou também que os israelenses ''não conhecerão a segurança'', diante dos principais líderes do movimento e milhares de simpatizantes reunidos num estádio de Gaza como uma última homenagem ao xeque Ahmad Yassin. ''Vamos lutar contra eles até a libertação de toda a Palestina'', acrescentou.
A ira despertada pelo assasinato, na segunda-feira, do xeque Ahmad Yassin, ganhou intensidade ontem em diversos países árabes e muçulmanos. Milhares de árabes-israelenses, entre eles vários deputados da Knesset, o Parlamento de Israel, desfilaram em Nazaré para protestar contra o assassinato de Yassin, líder espiritual e fundador do movimento radical palestino Hamas, pelo exército israelense.
Alguns manifestantes carregaram uma cadeira de rodas, como a que utilizava o xeque tetraplégico. No Egito, pelo segundo dia cosecutivo, os manifestantes denunciaram o assassinato de Yassin, clamando pela jihad (guerra santa), e se pronunciaram contra a normalização das relações entre os países árabes e Israel.
As medidas de segurança foram reforçadas em Israel, com a polícia em estado de alerta em todos os locais públicos, pelo temor de um atentado palestino, um dia depois do assassinato do xeque Ahmed Yassin, fundador e chefe do Hamas, movimento qualificado agora de ''inimigo estratégico de Israel''.
Reforços da polícia foram mobilizados no centro de todas as cidades israelenses, enquanto elementos de segurança cada vez mais numerosos fazem revistas na entrada dos ônibus e nos centros comerciais. Este dispositivo poderá ser mantido por várias semanas, informaram fontes policiais.

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