Novo gabinete de ministros faz primeira reunião após início da crise
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terça-feira, 08 de fevereiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - O novo gabinete de ministros apontado pelo ditador do Egito, Hosni Mubarak, realizou ontem sua primeira reunião completa desde que os protestos antigoverno tiveram início, há duas semanas, sem progresso concreto em negociações que demandam sua saída imediata do poder.
Mubarak, que tem refutado pedidos pelo fim de seu governo, que já dura 30 anos, antes das eleições de setembro dizendo que sua renúncia poderia gerar o caos na nação mais populosa do mundo árabe, tem tentado se focar na restauração da ordem.
Manifestantes que permanecem no que se transformou um acampamento em plena Praça Tahrir, no coração do Cairo, prometeram continuar os protestos até que Mubarak saia e esperam mais protestos em massa hoje e na sexta-feira.
A banida Irmandade Muçulmana estava entre os grupos que se encontraram com o vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, no domingo - um sinal do quanto o status quo já foi alterado devido às manifestações que alarmou o mundo árabe e potências ocidentais.
Figuras da oposição afirmaram que pouco progresso foi feito nas conversações. Mas a oposição teve grandes ganhos nas últimas semanas.
Mubarak afirmou que não irá concorrer à reeleição, seu filho não tentará sucedê-lo, um vice-presidente foi nomeado pela primeira vez em 30 dias, a liderança do partido governante renunciou e o antigo gabinete foi demitido.
Libertado
Um diretor egípcio do Google, detido durante as manifestações antigovernamentais que sacodem o Egito há cerca de duas semanas, foi libertado ontem. Wael Ghoneim, chefe de mercado do Google para o Oriente Médio e África, não havia dado notícias suas desde 28 de janeiro, depois de uma gigantesca manifestação no Cairo, declarou seu irmão. A Anistia Internacional expressou no domingo sua preocupação com a possibilidade de que Ghoneim fosse torturado durante sua prisão.


