A ruptura de um oleoduto devido a um possível atentado com explosivos provocou ontem um grande vazamento sobre um rio equatoriano, informaram fontes oficiais em Quito. Rodolfo Barniol, presidente da estatal Petroecuador, informou que a explosão ocorreu às 3 horas da madrugada (hora local), causando o derramamento de 5.000 a 10.000 barris de petróleo no rio Toachi.
‘‘A tubulação sofreu um impacto externo, com características similares às dos atentados anteriores’’, afirmou Barniol, referindo-se aos atentados de 9 e 12 de dezembro em outro trecho do oleoduto, que cruza o país de leste a oeste. Ele acrescentou que a Petroecuador acionou todos os equipamentos disponíveis para impedir maiores danos ambientais ao rio Toachi.
Barniol se negou a confirmar que um atentado tenha sido a causa da explosão porque ‘‘para qualilficá-lo (como tal) precisamos de um relatório da polícia e das Forças Armadas sobre as investigações’’, mas disse que ‘‘obviamente ela foi causada por um fator externo’’.
Termos semelhantes foram usados pelo gerente de operações do oleoduto, José Sánchez, que afirmou que a tubulação foi atingida ‘‘de fora para dentro’’.
Segundo Sánchez, o impacto da explosão – ocorrida nas proximidades do povoado de Ayuriquín, a cerca de 65 quilômetros de Quito – foi ‘‘fortíssimo, a ponto de fundir o cano.

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