Novo atentado mata dois em Belfast
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quarta-feira, 04 de março de 1998
Reuter 
France PresseBarbárieMembros da Guarda Real da Irlanda do Norte buscam pistas em frente ao pub de Poybtzpass, onde Damian Trainor e Philip Allen foram assassinadosO primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, condenou ontem o último ato de violência na Irlanda do Norte, qualificando o assassinato dos dois amigos de infância, um protestante e um católico, de atrocidade espantosa.
Damian Trainor e Philip Allen foram mortos a tiros, anteontem à noite, em um pub de Poyntzpass, uma pequena vila localizada ao sul de Belfast, a capital do Ulster. Três suspeitos foram presos pela polícia em conexão com o ataque, que deixou outras duas pessoas feridas.
Sempre haverá extremistas que buscarão interromper um processo como o processo de paz da Irlanda do Norte. Não devemos permitir que essas pessoas façam o que elas querem, afirmou Blair em um comunicado.
O premier, no entando, afirmou que o processo de paz continua em seu caminho. Sob qualquer análise objetiva, os prospectos de um acordo continuam bons e temos que trabalhar para este fim com renovado vigor e determinação. A democracia deve vencer o mal.
Os dois amigos - que, segundo parentes e colegas, nunca se deixaram dividir pelo sectarismo - foram obrigados por homens encapuzados a se deitar no chão do pub que costumavam frequentar.
Os homens abriram fogo contra as vítimas quando elas se encontravam em uma posição completamente indefesa, disse o chefe da Guarda Real da Irlanda do Norte, Ronnie Flanagan.
Políticos locais culpam pelo assassinato grupos armados protestantes, que fazem oposição ao processo de paz encabeçado pelos governos da República da Irlanda e da Grã-Bretanha. Para reforçar esta teoria, o bar, que fica em uma vila onde católicos e protestantes convivem pacificamente, é de propriedade do irmão de um político católico.
O incidente é o mais recente de uma série de ataques sectários, aparentemente orientados a bloquear as conversações multipartidárias de paz. Desde o Natal, 20 pessoas foram assassinadas em uma onda de atentados atribuída a grupos católicos e protestantes.
Com as negociações, Londres e Dublin pretendem produzir propostas para o futuro da província britânica. O documento seria, então, submetido a um referendo em 7 de maio.


