Novo ataque suicida mata 41 no Paquistão
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Folhapress 
São Paulo - Ataque suicida a um comboio militar em frente a um mercado popular no noroeste do Paquistão matou ontem ao menos 41 pessoas e deixou outras 45 feridas. O atentado é o quarto em uma semana e segue-se a recente ameaça do Taleban de lançar nova ofensiva no país.
Segundo autoridades locais, um homem-bomba detonou os explosivos contra três veículos militares que passavam pelo local, no distrito de Shangla (noroeste) - próximo ao Swat, bastião insurgente alvo de ofensiva militar iniciada em abril. A ação não teve a autoria reivindicada.
O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, disse que ''esses ataques não nos deterão em nossa ofensiva contra os insurgentes''. Das vítimas do atentado, 35 eram civis, e 6, militares.
A ação terrorista ocorre apenas dois dias após a invasão por insurgentes de um importante quartel do Exército em Rawalpindi e a manutenção de reféns no local por mais de 20 horas, debelada apenas depois de operação militar que resgatou 39 deles. Morreram na ação 9 terroristas, 9 militares e 3 reféns.
O ataque foi reivindicado pelo Taleban, que alertou ser apenas o início de uma nova ofensiva em retaliação à morte do líder do grupo no país, Baitullah Mehsud, em agosto, e após o relativo sucesso de Islamabad em impor recuos ao grupo radical islâmico na região do Swat, de onde os insurgentes lançam ofensivas contra as forças ocidentais no vizinho Afeganistão.
De acordo com o porta-voz do Exército paquistanês, Athar Abbas, os terroristas pretendiam sequestrar altos oficiais para negociar a libertação de líderes do grupo radical islâmico atualmente presos no país.
Na última sexta, a explosão de um carro-bomba já vitimara ao menos 49 pessoas em Peshawar, principal cidade da região de fronteira com o Afeganistão. E há uma semana cinco funcionários da ONU haviam morrido em ataque suicida a uma missão da organização na capital.


