ATENTADO Novo ataque deixa 4 feridos no Irã France PresseSaid Hajarian, da esquerda reformista do Irã, está em coma depois de ser ferido à bala no domingo France Presse De Teerã Na manhã seguinte ao atentado cometido contra o dirigente reformista Said Hajarian, Teerã sofreu novamente ontem outro ato de violência, com um ataque reivindicado pelos Muhadines do Povo, em um bairro do norte da capital onde há quartéis do exército. Quatro pessoas, entre elas uma jovem, ficaram feridas pelo ataque, ocorrido perto de vários quartéis do exército. Testemunhas afirmaram ter ouvido, pelo menos, cinco explosões de morteiro. Segundo a televisão, o ataque foi cometido por ‘‘elementos contra-revolucionários’’, termo que designa geralmente os Muhadines do Povo, cuja base está no Iraque. O ataque foi imediatamente reivindicado por essa organização, principal grupo da oposição armada iraniana. Ao que parece, o ataque, às 13h30 locais (7 horas de Brasília), era dirigido contra o quartel Sarollah dos Guardiães da Revolução (Pasdaran), perto de um conjunto de moradias reservado principalmente às mulheres dos ex-soldados iranianos mortos durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-88), embora ocupado também por deputados. Nesse conjunto vivem 320 famílias. Foi construído no início da Revolução Islâmica de 1979. O porta-voz dos Muhadines do Povo que ‘‘o quartel do general Rahim Safavi, comandante-em-chefe dos Guardiães da Revolução, foi atacado com morteiros por unidades desta organização’’. As forças de segurança iranianas procuram os responsáveis pelo atentado a Said Hajarian. Ele era vice-presidente do Conselho de Teerã e alto responsável da Frente de Participação, da esquerda reformista. Hajarian foi ferido à bala no domingo por dois desconhecidos e está em coma. Autoridades iranianas de todas as tendências políticas condenaram o atentado e pediram ‘‘medidas excepcionais’’ para prender ‘‘aqueles que tentam liquidar o embrião do processo democrático no Ir㒒.

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