O governo do presidente Andrés Pastrana e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) chegaram ontem a um acordo humanitário para libertar soldados e policiais sequestrados que estão enfermos, informou o Comissário da Paz oficial, Camilo Gómez. Entre 350 e 400 membros da polícia e do Exército foram sequestrados pelas FARC, em alguns casos há 28 meses, e não foram libertados até agora, apesar dos pedidos e exigências de governos estrangeiros.
As FARC definiram suas condições para o acordo e pediram a libertação de seus guerrilheiros presos (acusados de terrorismo, sequestro e extorsão) que estão doente, para avançar nas negociações de paz. O número de rebeldes presos enfermos não foi divulgado. Gómez disse que o acordo estabelece que os policiais e soldados enfermos serão igualmente libertados.
Prazo prorrogadoO presidente colombiano Andrés Pastrana prorrogou até 31 de janeiro de 2001 a zona de distensão onde está sendo negociada a paz com a guerrilha das Forçaas Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), mas impôs à decisão medidas adicionais, que incluem o controle do acesso de estrangeiros àquela zona, informou a Casa do Governo.
O governo também advertiu, através de Camilo Gómez, que, a partir de agora, para o descongelamento das negociações ‘‘o proximo passo cabe às FARC’’. Gómez, comentando as novas medidas adotadas do governo sobre a zona de distensão disse que com elas se tentará controlar o acesso de estrangeiros à área.

mockup