São Paulo - O número de soldados mortos no Iraque durante o mês de outubro chegou a 93, de acordo com comunicado do Exército americano divulgado ontem. O mês se encerrou com a morte de um soldado devido a explosão de uma bomba em um patrulhamento na cidade de Haswah, ao sul do país ontem. Só na segunda-feira, sete militares morreram em três diferentes ataques no país.
A quantidade de soldados mortos neste mês de outubro foi a quarta maior já registrada, desde o início do conflito, em 2003. Em janeiro passado, 106 membros dos serviços americanos no Iraque morreram na época, ao menos 30 deles foram mortos devido a queda acidental de um helicóptero. Em novembro de 2004 mês em que houve o registro de mais baixas entre americanos, marcado pela ofensiva em Fallujah (oeste) 137 americanos morreram.
Antes, em abril de 2004, foram registradas as mortes de 135 americanos no Iraque. Comandantes do Exército americano têm dito que rebeldes sunitas irão aumentar a frequência de ataques com a aproximação das novas eleições iraquianas, previstas para acontecerem em 15 de dezembro próximo, quando eleitores irão às urnas para escolher o Parlamento permanente do país.
Para tentar prevenir os ataques, os EUA aumentaram o número de soldados no Iraque para 157 mil um dos mais altos números desde o início do conflito, em 2003.
A maior parte das mortes e ferimentos em soldados ocorridos nos últimos meses são o resultado de um aumento do uso de bombas de fabricação caseira muito mais sofisticadas que as usadas no início da insurgência.''Vemos que o adversário continua a desenvolver armas sofisticadas, mais mortíferas e precisas'', disse ontem o porta-voz do Pentágono (comando militar dos EUA), Lawrence Di Rita.
De acordo com Di Rita, os ''insurgentes procuram continuamente por novas e efetivas maneiras'' de construir bombas, enquanto os americanos ''procuram novas formas para conter a ameaça''.

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