Bagdá - O norte do Iraque virou um barril de pólvora nas últimas horas, com a morte de um civil colombiano que trabalhava para a coalizão, aos quais é preciso somar os sete espanhóis, dois japoneses, dois coreanos e dois militares americanos vítimas de diversas emboscadas armadas durante o fim de semana pelos opositores à presença estrangeira em território iraquiano.
O mês de novembro foi o mais sangrento para a coalizão no Iraque, com a morte de 68 americanos, 19 italianos, sete espanhóis, dois japoneses, dois coreanos, um polonês, um colombiano e um britânico. Noventa e quatro deles eram militares e sete eram civis.
Ontem, um tiroteio ocorrido contra um comboio em Samarra, na estrada que liga Tikrit (cidade natal do ex-presidente Saddam Hussein) a Bagdá (capital), deixou três mortos, segundo o sargento Robert Cargie, da 4 Divisão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Sul, citado por pela agência de notícias Yonhap, duas vítimas seriam sul-coreanas.
Sábado, oito agentes espanhóis do Centro Nacional de Inteligência viajavam em dois veículos, regressando de uma missão no sul do país, quando seus veículos foram atingidos por lança-foguetes RPG e fuzis de assalto, em Suwayrah (30 km ao sul de Bagdá). O oitavo membro do comboio sobreviveu e foi hospitalizado.
Diplomacia Outro incidente matou sábado à noite dois diplomatas japoneses Katsuhiko Oku, 45 anos, conselheiro da embaixada do Japão no Reino Unido, e Masamori Inoue, 30, terceiro secretário do Japão no Iraque.
O veículo dos diplomatas teria sido interceptado em uma ''área segura'', perto de Tikrit, onde participariam de uma conferência sobre a reconstrução do Iraque.
De acordo com o coronel Bill MacDonald, porta-voz da 4º Divisão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos, os japoneses pararam para comer a 4 km de Mukayshifa (povoado situado 15 km ao sul de Tikrit), quando foram baleados por um grupo ainda não identificado.
Esta é a primeira vez que morrem japoneses no Iraque desde que começou a invasão, em 20 de março.
Nas proximidades da fronteira entre o Iraque e a Síria, dois soldados norte-americanos morreram e um ficou ferido durante um ataque de guerrilheiros com granadas e armas leves. O soldado ferido foi levado a um hospital de campanha. Os militares eram do Terceiro Regimento de Cavalaria Blindada e caíram em uma emboscada na estrada a leste de Husayba (300 km a noroeste de Bagdá). Nesta região têm se concentrado mais intensamente os ataques dos rebeldes iraquianos contra as forças de coalizão.
Com essas duas mortes, já são 187 o número de soldados dos EUA mortos no Iraque desde o dia 1º de maio, quando o país declarou fim a um dos maiores combates no Iraque.
Um civil colombiano, que trabalhava para a coalizão, morreu ontem de manhã, perto de Bagdá, a 60 km da capital iraquiana. Ele e outras duas pessoas que ficaram feridas foram vítimas de um ataque com armas leves contra um comboio. A informação foi dada ontem pelo general americano Mark Kimmitt.

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