Nove soldados sul-africanos são mortos na luta em Lesoto
Nove soldados sul-africanos morreram e outros 17 ficaram feridos nos combates registrados no Lesoto, nos quais também cerca de quarenta militares lesotos morreram ou foram feridos, segundo um balanço publicado ontem pelo Estado de Guerra sul-africano em Pretória. Em Maseru, capital do Lesoto, o hospital nacional assinalou que atendeu 84 feridos e contou oito mortos, sem poder diferenciar entre militares ou civis.
Cerca de 600 soldados sul-africanos e 200 betchuanos entraram terça-feira no Lesoto a pedido do governo e em nome da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, 14 países) para restabelecer a ordem.
As tropas de intervenção sofreram importantes baixas devido à resistência agressiva que encontraram e não tiveram outra alternativa a não ser o uso da força, segundo o Estado Maior.
Em seu último balanço, o Estado Maior informou a morte em suas fileiras de nove soldados sul-africanos e outros 17 feridos. Nas fileiras dos dissidentes, falou-se de 40 vítimas, em sua maioria soldados lesotos feridos.
Um porta-voz do exército indicou à AFP que as forças de paz, no início, haviam adotado uma atitude moderada, mas que agora a ordem era disparar para matar.
Trinta horas depois do início da operação batizada Boleas, os combates continuavam na represa de Katse e na base militar de Makonyane, ambos perto da capital.
Ao contrário, as forças de paz de Pretória e Gaberone controlavam ontem a base de Ratjemose, o palácio real e outros edifícios oficiais. Os soldados prosseguiam com as operações de limpeza, segundo o Estado Maior.
Pretória indicou que 170 dissidentes do exército lesoto foram presos e suas armas confiscadas.
Por causa dos combates que converteram Maseru num campo de ruínas, os refugiados estão fugindo, em grande quantidade, para a África do Sul.France PressVigilânciaSoldados sul-africanos em vigilância na capital de LesotoFrance Press





