Gaza - Nove membros do Hamas foram mortos ontem em dois ataques israelenses em Gaza, no dia seguinte a um mortífero atentado suicida em Israel reivindicado pelo movimento islâmico.
Temendo novos ataques suicidas, principalmente de palestinos de Gaza que teriam se infiltrado pelo Egito, Israel colocou seus serviços de segurança e seu exército em ''estado de alerta avançado'', o nível máximo antes do estado de emergência.
Pouco antes da reivindicação formal pelo Hamas do atentado suicida de Dimona (sul de Israel) que matou três pessoas, entre elas seus dois autores, um aparelho israelense atirou contra um posto policial do movimento palestino no sul da Faixa de Gaza, matando sete de seus membros e ferindo outros dois'', segundo fontes médicas.
''O alvo do ataque foi um posto do Hamas'', confirmou um porta-voz do exército israelense. ''Este ataque aéreo é uma resposta aos disparos de foguetes Qassam efetuados pela manhã contra a cidade de Sderot'' no sul de Israel, acrescentou.
''Esse crime não ficará impune, e a ocupação sionista pagará um preço alto'', ameaçou o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri.
No início da noite, a aviação israelense conduziu outra operação na parte norte da cidade de Gaza. Três ativistas do movimento radical ficaram feridos, segundo fontes hospitalares.
Ontem, cerca de 10 foguetes foram disparados desde Gaza contra o sul de Israel, deixando dois feridos em Sderot, onde uma casa foi atingida em cheio por um foguete, segundo o exército israelense. O Hamas assumiu o disparo de quatro foguetes.
Pela manhã, dois ativistas do hamas morreram durante uma incursão do exército israelense perto de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
Após ter qualificado segunda-feira o atentado de Dimona, o primeiro cometido em Israel em um ano, de ''ato heróico'', o Hamas reivindicou abertamente o ataque nesta terça-feira.

mockup