Nove jornalistas são mortos durante atentado no Afeganistão
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segunda-feira, 30 de abril de 2018
Folhapress
São Paulo - Uma dupla explosão em Cabul, capital do Afeganistão, matou pelo menos 25 pessoas nesta segunda-feira (30), incluindo nove jornalistas que foram ao local depois da primeira detonação, para cobrir o incidente. Aparentemente, os profissionais da imprensa foram atacados por um homem-bomba. O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelas duas explosões na capital afegã.
A organização internacional Repórteres Sem Fronteiras disse que nove jornalistas morreram no ataque em Cabul e seis ficaram feridos. Segundo a ONG, 36 jornalistas morreram no país em ataques perpetrados pelo Estado Islâmico ou do Taleban desde 2016.
Os jornalistas - oito homens e uma mulher eram todos afegãos e foram mortos na segunda explosão em Cabul enquanto esperavam atrás de um cordão de segurança a várias centenas de metros de distância do primeiro ataque. A segunda explosão ocorreu cerca de meia hora depois da primeira.
Entre os jornalistas mortos, sete eram de veículos afegãos: dois repórteres da TV Mashal, um cinegrafista e um repórter que trabalhavam para a 1TV, dois repórteres da Rádio Azadi e um da Tolo News, segundo o Comitê de Segurança de Jornalistas Afegãos. O principal fotógrafo da agência de notícias francesa France Presse no Afeganistão, Shah Marai Faizi, foi um dos mortos no ataque. Entre os feridos, está um fotógrafo da agência Reuters.
NO LESTE
Em um outro incidente, a BBC informou que um de seus repórteres afegãos foi morto a tiros em um ataque na província de Khost, no leste do país. O diretor do serviço mundial da BBC, Jamie Angus, disse que a morte de Ahmad Shah, 29, que trabalhava para a rede havia mais de um ano, era uma perda devastadora.
Em uma terceira ocorrência, um suicida usando um veículo atacou forças militares estrangeiras na província de Kandahar, no sul do país, matando 11 crianças que estudavam em uma escola religiosa próxima, segundo informações da polícia.
Os ataques ocorreram uma semana depois que 60 pessoas foram mortas enquanto esperavam em um centro de registro de eleitores no oeste de Cabul, reforçando a situação de insegurança na capital apesar das repetidas promessas oficiais de reforçar a proteção.
Os Estados Unidos condenaram o ataque aos "corajosos jornalistas". "Quando a mídia está em perigo, todos os outros direitos humanos estão sob ameaça", disse <, embaixada americana em Cabul, em um comunicado.