Novas medidas para segurança das aeronaves
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de setembro de 2002
Emmanuel Angleys<BR>France Presse 
ParisPortas blindadas nas cabines dos pilotos, controles drásticos nos aeroportos, cachorros detectores de explosivos, agentes de segurança à paisana em alguns vôos: a segurança aérea foi reforçada depois do 11 de setembro e o céu está alerta.
As portas que separam a cabine dos pilotos dos passageiros em um avião comercial geralmente são de plástico e ficam fechadas com travas que se rompem apenas com um empurrão.
Durante os atentados a Nova York e Washington, os terroristas invadiram as cabines para se apoderar dos comandos e lançar os aviões contra as torres gêmeas do World Trade Center e o Pentágono.
Para proteger melhor a cabine de comando, os aviões comerciais de mais de 60 passageiros deverão dispor de portas blindadas antes de 1º de novembro de 2003, segundo uma decisão da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).
Para os aviões menores, principalmente os jatos regionais, a instalação de porta blindada é apenas uma recomendação desta instância das Nações Unidas, cujas decisões devem ser executadas pelos 187 Estados membros.
A porta da cabine deverá permanecer fechada durante o vôo e apenas os pilotos poderão abri-la, pelo lado de dentro. Também disporão de equipamento de vídeo, que lhes permitirá ver em um monitor quem pede para entrar na cabine, e acesso a um comando de abertura a distância.
Pouco depois de 11 de setembro, várias grandes companhias aéreas americanas e européias adotaram medidas para reforçar as portas das cabines de seus aviões.
As duas grandes empresas construtoras aeronáuticas, Airbus e Boeing, propõem modelos padronizados de portas.


