O ex-presidente argentino Carlos Menem (1989/1999) foi denunciado duas vezes em menos de 24 horas por advogados particulares por suposto enriquecimento ilícito, de acordo com informações dos Tribunais, ontem. O advogado Ricardo Monner Sans, que apresentou a primeira acusação há seis anos por venda ilegal de armas ao Equador e à Croácia entre 1991 e 1995, quer agora o depoimento de Menem pelo suposto enriquecimento ilícito graças ao caso das armas, que está sendo investigado pelo juiz federal Jorge Urso. Monner Sans pediu também a convocação da ex-mulher de Menem, Zulema Yoma (irmã do empresário Emir Yoma, detido como ‘‘organizador’’ da associação ilícita) e o ex-líder militar ultranacionalista Mohamed Alí Seineldín.
Outro advogado, Juan Carlos Iglesias, apresentou ao juiz federal Juan José Galeano uma enorme lista de bens, que podem pertencer ao ex-chefe de Estado. Iglesias acrescentou ainda uma lista – que garantiu ter recebido anonimamente –, que inclui pessoas ligadas a Menem, e outros 60 fatos e bens atribuídos ao ex-presidente.

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