Brasília voltou a conviver com ameaças de bomba ontem. Desta vez, os alvos foram as Confederações Nacionais do Comércio (CNC) e da Indústria (CNI) e a Fundação Educacional do Distrito Federal. No dia anterior, as ameaças foram direcionadas ao Trade Center e ao Corporate Center. O sargento Delgado, do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, que comandou o rastreamento na CNC, disse que o autor do trote pode ser enquadrado como terrorista, mesmo sem previsão na legislação brasileira do crime de terrorismo.

Mas o responsável pela explosão de uma bomba que leve à morte pode ser enquadrado em homicídio qualificado, informou o advogado criminalista Vicente Cernichiaro, ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A pena é de 12 a 30 anos de prisão. Se houver apenas feridos, é caso de lesão corporal.

O presidente Fernando Henrique Cardoso conversou ontem pela manhã, por telefone, com o presidente dos EUA, George W. Bush, e reiterou a solidariedade do Brasil ao povo americano. ''É uma solidariedade que vai além dos valores que formaram a nossa civilização'', disse o presidente brasileiro.

mockup