Três novos casos de exposição ao antraz foram descobertos em Nova York, admitiu ontem o prefeito da cidade, Rudolph Giuliani.
''Se encontraram esporos (...) em um oficial da polícia e dois técnicos de laboratório que estiveram envolvidos na análise de uma carta suspeita de conter a bactéria do antraz'', declarou Giuliani durante uma coletiva de imprensa.
Os esporos foram encontrados em dois casos no nariz e no outro caso no rosto da vítima.
''Estão em tratamento. Isso não quer dizer, e destaco isto, que tenham desenvolvido a doença'', acrescentou o prefeito.
O secretário americano da Saúde, Tommy Thompson, afirmou que o envio de uma carta contendo antraz é ''um ato de terrorismo'', embora se negasse a qualificar de ataque bioterrorista os recentes casos da Flórida, Nevada e Nova York, em declarações ontem ao canal Fox.
''O envio de uma bactéria de antraz por correio é um ato de terrorismo. Trata-se de Al-Qaeda? Não sabemos mas, certamente, é um ato de terrorismo enviar esta bactéria por correio'', disse Thompson a Fox.
Afirmou que as autoridades americanas não descartam ''nenhuma hipótese'' - que estes atos terroristas provenham do interior ou do exterior do país - mas, que até o momento, não têm ''nenhuma prova concludente'' que permita estabelecer um vínculo entre os diferentes casos confirmados na Flórida, Nova York e Nevada.
Agora já são 11 casos de contágio por antraz confirmados e um sem confirmar. No entanto, Thompson disse que tampouco se pode afirmar que um ataque bioterrorista esteja relacionado com os atentados de 11 de setembro, que deixaram mais de 5.000 mortos e desaparecidos.
Em Montevidéu Uma carta com remetente do Estado da Flórida, contendo um pó branco e uma mensagem incompreensível, chegou na tarde de sexta-feira à embaixada dos Estados Unidos em Montevidéu, informou ontem o jornal El Observador.
O médico da área de segurança da missão diplomática, Jorge Stanham, levou essa carta ao Hospital Britânico, do qual é diretor-técnico, onde foi enviada para uma instituição pública, mas não soube precisar qual.
O jornal destacou que algumas versões indicavam que a carta havia sido enviada ao Instituto de Higiene da Faculdade de Medicina, mas o próprio decano da faculdade, Luis Calegari, negou a informação.

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