Nova secretária de Estado dos EUA assume o cargo
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sexta-feira, 24 de janeiro de 1997
France Presse 
Madeleine Albright presta juramento
WASHINGTON - Madeleine Albright prestou juramento ontem, na Casa Branca, tornando-se a primeira mulher secretária de Estado da história dos Estados Unidos. Nas suas primeiras palavras depois de prestar juramento, Albright afirmou que os Estados Unidos continuarão exercendo sua liderança no mundo.
Com a mão esquerda sobre uma Bíblia que era segurada por suas três filhas, Albright prestou juramento no gabinete oval da Casa Branca diante do vice-presidente Al Gore e sob o olhar do presidente Bill Clinton.
Albright rendeu homenagens a cinco pessoas: sua mãe e seu pai, o presidente checo Vaclav Havel, que me ensinou a compreender as responsabilidades da liberdade, e dois de seus antecessores à frente da diplomacia norte-americana, o ex-senador democrata Edmund Muskie, de quem Albright foi ajudante, e o primeiro-secretário de Estado da história dos Estados Unidos, há mais de dois séculos, Thomas Jefferson.
Não devemos ter medo de exercer (nossa) liderança ou hesitar em defender nossos interesses, disse a nova secretária de Estado.
ONU O presidente norte-americano Bill Clinton disse ontem que estava decidido a pagar rapidamente a dívida dos Estados Unidos com a ONU; e deu apoio total aos projetos de reforma da organização apresentados por seu novo secretário geral, Kofi Annan.
Nas próximas semanas, vou trabalhar com o Congresso para fechar um acordo de pagamento dos atrasados à ONU (e) cumprir nossos compromissos (...), declarou depois de um encontro de meia hora na Casa Branca com Annan, o primeiro entre os dois dirigentes desde que o novo secretário geral assumiu suas funções, em 1 de janeiro passado.
Clinton confirmou que seu projeto de orçamento para o ano fiscal de 1998, que apresentará ao Congresso dia 6 de fevereiro, incluirá um plano para pagar esta dívida. O projeto de orçamento prevê exatamente um bilhão de dólares, para reembolsar a maior parte do débito.
Arsenal nuclear O governo dos Estados Unidos estuda a redução de seu arsenal nuclear estratégico além do objetivo fixado pelo tratado START-II assinado em 1993 com a Rússia, confirmaram ontem responsáveis do Pentágono.
O jornal Washington Post informou que um estudo secreto do Pentágono, citado por fontes que pediram o anonimato, recomenda não conservar mais de 2.000 ogivas - a mesma quantidade que os Estados Unidos possuiam em 1956 - em vez das 3.500 fixadas pelo tratado START-II.


