Nova lei pode impactar preço do GNV
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quarta-feira, 18 de maio de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Os proprietários dos postos de combustíveis terão prejuízo sobre o que foi investido para a distribuição de gás natural veicular (GNV), caso a nova Lei de Hidrocarbonetos da Bolívia afete as atividades da Petrobras em relação aos campos de gás natural. A afirmação é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, que não descartou a hipótese de o consumidor final arcar com um possível aumento de preços em virtude deste prejuízo, mas também por causa da possibilidade de a demanda não ser atendida.
Segundo Gouveia, apesar de o Sincopetro ainda não ter um estudo atualizado sobre este impacto nos preços de distribuição de GNV no atacado ou nas bombas dos postos, os distribuidores ficarão na dependência da reação da Petrobras, maior exploradora de gás natural na Bolívia. ''Temos muito pouco a fazer sobre isso '', observou.
O presidente do Sincopetro explicou que o impacto de um possível desestímulo no consumo do GNV traria prejuízos mais expressivos para os proprietários de postos que decidiram implantar o sistema de distribuição mais recentemente. Segundo ele, enquanto os pioneiros na oferta do combustível levavam três anos para obter um retorno financeiro satisfatório, os mais recentes passaram a estimar a possibilidade de compensação de seis anos.
''Há postos que ainda sequer obtiveram o retorno do que foi aplicado na distribuição do GNV'', comentou Gouveia, calculando uma despesa mínima de R$ 500 mil para a implantação dos equipamentos.
Ele destacou também que o próprio aumento da concorrência diminuiu a quantidade média vendida pelos postos. De acordo com o presidente do Sincopetro, o volume negociado passou de 300 metros cúbicos/mês no início da implantação para algo próximo de 130 metros cúbicos/mês atualmente.


