France Presse
De Bogotá
O presidente colombiano, Andrés Pastrana, enfrentará amanhã uma greve geral de trabalhadores, em meio ao mais alto índice de desemprego e à pior crise econômica em 70 anos e uma crescente onda de violência protagonizada por rebeldes de esquerda e paramilitares de extrema direita.
Trata-se do quarto movimento trabalhista de protesto que o conservador Pastrana encara desde que assumiu o poder, dia 7 de agosto de 1998, com a promessa de reativar a economia e promover um plano de paz com os grupos armados para pôr fim a quatro décadas de violência.
As centrais operárias convocaram o protesto contra o desemprego, que atinge o nível histórico de 19,8% - o mais alto da América Latina -, e contra as políticas econômicas oficiais que, afirmam, recaem ‘‘gravemente sobre os ombros do já castigado povo colombiano’’.
Também exigem moratória no pagamento da dívida externa, de 35 bilhões de dólares, para reorientar esses recursos para o desenvolvimento social, e o cancelamento de um projeto de ajuste fiscal e de pensões, que amplia para 57 e 62 anos a idade mínima de aposentadoria.
O presidente da Central Única de Trabalhadores (CUT, social-democrata), Luis Garzón, diz que o paquetazo foi ‘‘imposto’’ pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), com o qual a Colômbia negocia um plano de estabilização econômica dotado de uma linha de crédito de 3 bilhões de dólares.

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