Nova geração de pílulas não aumenta riscos de trombose
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de agosto de 2000
France Presse De Paris 
As pílulas anticoncepcionais mais recentes, chamadas de terceira geração, não aumentam o risco de formação de coágulos sanguíneos perigosos, nem de trombose, ao contrário do que já foi afirmado, garante um estudo publicado no British Medical Journal.
Em outubro de 1995, o Comitê de Segurança de Medicamentos da Grã-Bretanha advertiu, baseando-se em estudos, que estas pílulas conteriam uma combinação de hormônios que dobravam o risco de formação de coágulos venosos em relação às pílulas que já existiam.
O uso de pílulas de terceira geração por mulheres de 15 a 49 anos foi reduzido de 53% para 14% na Grã-Bretanha, nos períodos de janeiro de 1993 a outubro de 1995 e de novembro de 1995 a dezembro de 1998, assinalam os autores da pesquisa. Esta redução drástica no uso do anticoncepcional não produziu, no entanto, nenhuma redução no número de acidentes trombo-embólicos, acrescentam.
No ano passado, autoridades sanitárias se esforçaram para tranquilizar as mulheres em relação à segurança destas pílulas. Na ocasião, lembraram que uma gravidez representava mais riscos de acidentes trombo-embólicos do que o uso dos anticoncepcionais.
De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas britânico (ONS), 179,7 mil abortos foram feitos em Inglaterra e País de Gales em 1997. No ano anterior, foram 177,5 mil e, em 1995, 163,6 mil. Nos cinco anos anteriores, o número de abortos havia diminuído no país.
Os acidentes trombo-embólicos venosos se devem à formação de coágulos, que provocam a obstrução das veias profundas das pernas ou da pélvis (trombose). Nas variações mais graves, o coágulo pode passar para a circulação sanguínea (embolia) dos pulmões e ser fatal.
Para realizar o estudo publicado, foram utilizadas uma base de dados nacional e informações fornecidas por 340 médicos de 1993 a 1998.


