As pílulas anticoncepcionais mais recentes, chamadas de ‘‘terceira geração’’, não aumentam o risco de formação de coágulos sanguíneos perigosos, nem de trombose, ao contrário do que já foi afirmado, garante um estudo publicado no British Medical Journal.
Em outubro de 1995, o Comitê de Segurança de Medicamentos da Grã-Bretanha advertiu, baseando-se em estudos, que estas pílulas conteriam uma combinação de hormônios que dobravam o risco de formação de coágulos venosos em relação às pílulas que já existiam.
O uso de pílulas de terceira geração por mulheres de 15 a 49 anos foi reduzido de 53% para 14% na Grã-Bretanha, nos períodos de janeiro de 1993 a outubro de 1995 e de novembro de 1995 a dezembro de 1998, assinalam os autores da pesquisa. Esta redução drástica no uso do anticoncepcional não produziu, no entanto, nenhuma redução no número de acidentes trombo-embólicos, acrescentam.
No ano passado, autoridades sanitárias se esforçaram para tranquilizar as mulheres em relação à segurança destas pílulas. Na ocasião, lembraram que uma gravidez representava mais riscos de acidentes trombo-embólicos do que o uso dos anticoncepcionais.
De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas britânico (ONS), 179,7 mil abortos foram feitos em Inglaterra e País de Gales em 1997. No ano anterior, foram 177,5 mil e, em 1995, 163,6 mil. Nos cinco anos anteriores, o número de abortos havia diminuído no país.
Os acidentes trombo-embólicos venosos se devem à formação de coágulos, que provocam a obstrução das veias profundas das pernas ou da pélvis (trombose). Nas variações mais graves, o coágulo pode passar para a circulação sanguínea (embolia) dos pulmões e ser fatal.
Para realizar o estudo publicado, foram utilizadas uma base de dados nacional e informações fornecidas por 340 médicos de 1993 a 1998.

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