Nova Délhi rejeita negociação e tensão com Paquistão cresce
Associated Press
O Paquistão acusou, nesta segunda-feira, a vizinha Índia de estar trilhando o caminho da guerra, e alertou que defenderá sua segurança depois que Nova Délhi rejeitou sua proposta de conversações. Aumentando o volume de sua retórica, a Índia considera o Paquistão responsável pelo envio de centenas de combatentes para o interior de seu território e afirma que o conflito está repleto de perigo para as duas potências nucleares.
No entanto, o chanceler paquistanês, Sartaj Aziz, disse que seu país quer a paz e exortou a Índia a responder positivamente a sua oferta de diálogo. Islamabad acertara com Nova Délhi que Aziz viajaria ontem à capital indiana para tentar acabar com as tensões entre os dois países, mas o encontro acabou não se realizando por causa de um recuo da Índia.
Desde 26 de maio - início da ofensiva indiana contra guerrilheiros separatistas que se infiltraram no lado indiano da Caxemira através do Paquistão - os dois países acusam-se de invasão de território.
O Exército da Índia prosseguiu ontem com seus ataques aéreos e terrestres contra os redutos guerrilheiros. O governo paquistanês continua assegurando que seu Exército não está envolvido na invasão ao território da Índia.
A tensão entre a Índia e o Paquistão por causa da Caxemira é a maior em três décadas. Os dois países, que realizaram testes nucleares no ano passado, travaram três guerras desde sua independência da Grã-Bretanha, em 1947, duas delas pela região himalaia da Caxemira.





