A tensão aumentou na vida política italiana depois da nova condenação - a terceira - do chefe da oposição de direita Silvio Berlusconi a 28 meses de prisão.
‘‘Querem me eliminar’’, disse Belusconi em seus três canais de televisão enquanto milhares de partidários se manifestaram segunda-feira à noite em diferentes lugares da Itália para dar seu apoio e denunciar os ‘‘juízes vermelhos’’.
‘‘A Itália se divide em duas’’, comentou ontem o influente jornal de Turim (norte) La Stampa. ‘‘Uma metade do país está escandalizada pela sentença que condenou o chefe reconhecido da oposição, enquanto a outra metade está escandalizada pela revolta que este organiza contra o ato legítimo de um tribunal’’, escreve o jornal antes de pedir uma ‘‘solução política’’.
Mas o tom era de conciliação entre o Olivo, a coalizão de centro-esquerda no poder, e a direita, reunida no Polo das liberdades. O secretário de movimento pós-fascista Aliança Nacional (AN), Gianfranco Fini, rival potencial de Berlusconi na direção da oposição, foi solidário com o magnata da comunicação.
‘‘Há um ambiente de revolta’’, congratulou-se por sua vez o jornal da família Berlusconi, Il Giornale, convidando os magistrados ‘‘não alinhados a se rebelarem’’.

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