NOTAS
Paquistão fará
teste diz a CNN
France PresseDeputados palestinos entram em choque com polícia israelenseO Paquistão está preparado para realizar um teste nuclear, que poderia acontecer em ‘‘algumas horas’’ ou em ‘‘alguns dias’’ se o Governo de Islamabad decidir, informou ontem a CNN, citando fontes da inteligência norte-americana. A decisão seria tomada rapidamente pelo Executivo paquistanês, informou a CNN, explicando que os serviços de informação baseiam suas conclusões em análises feitas por seus satélites espiões. Altos funcionários norte-americanos negaram-se a confirmar a informação da CNN. Os olhares da comunidade internacional dirigem-se agora a este país, depois dos testes nucleares realizados pela Índia nos dias 11 e 13 de maio. Um porta-voz do ministério paquistanês das Relações Exteriores negou ontem as informações da CNN. (France Presse)
EUA satisfeitos
com sanção à Índia
O departamento norte-americano de Estado manifestou ontem a sua satisfação com a decisão dos países da União Européia de suspender os empréstimos do Banco Mundial à Índia. Os Estados Unidos ‘‘trabalham com seus sócios para que os novos empréstimos à Índia sejam suspensos’’, disse o porta-voz do departamento de Estado, James Rubin. Os Quinze negaram-se na véspera a impor sanções contra a Índia, mas ‘‘se reservaram ao direito de adotar todas as medidas necessárias’’ caso Nova Délhi ‘‘não cumpra seu compromisso’’ de firmar os acordos internacionais no campo do desarmamento nuclear. (France Presse)
Fome e doenças na
zona de terremoto
A fome e as epidemias ameaçam as localidades bolivianas de Aiquile e Totora, as mais afetadas pelo terremoto de sexta-feira passada que matou pelo menos 100 pessoas, enquanto as autoridades locais às declaravam ‘‘zona de emergência’’. Anteontem novos abalos voltaram a acontecer. Números oficiais continuam dando como desaparecidas mais de 100 bolivianos que na madrugada de sexta-feira foram surpreendidos pelo tremor, de 6,8 graus na escala Richter, o pior na história da Bolívia. Organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), OPS e o programa Mundial de Alimentos (PMA), enviaram ajuda econômica e logística para as vítimas do sismo, nos povoados de Cochabamba. Países como México, Chile, Peru e Japão também expressaram sua solidariedade enviando ao país especialistas em catástrofes. (Deutsche Presse)
Corte confirma
proteção ao feto
A Suprema Corte norte-americana manteve ontem uma determinação sem precedentes que sustenta as acusações contra duas mulheres grávidas, usuárias de drogas, por redefinir uma lei estadual de abuso de crianças ao abranger um feto viável. Os jurados negaram um apelo das mulheres que foram presas, acusadas e sentenciadas com base na lei. Elas disseram que a decisão desrespeita direitos contitucionais fundamentais e terá implicações de longo alcance. A polêmica vem desde 1989, quando advogados da Carolina do Sul começaram a aplicar uma lei estadual sobre crianças expostas a riscos por mulheres grávidas cuja conduta desenhasse perigo à saúde do feto. (Reuters)
China pede que Israel
retome negociações
O chefe do governo chinês, Zhu Ronghi, pediu ontem a Israel uma postura ‘‘flexível e pragmática’’ para destravar o processo de paz para o Oriente Médio, durante a visita oficial que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, realiza à Pequim. A China, membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, instou Netanyahu a mostrar compreensão pelas aspirações dos palestinos. O líder palestino, Yasser Arafat, pediu ontem aos 22 países membros da Liga Árabe a realização de uma cúpula de emergência para evitar um colapso total do processo de paz. (Deutsche Presse)
Extremistas judeus
invadem área árabe
Colonos judeus tentaram ontem fincar novas raízes na ocupada árabe Jerusalém Oriental, levantando casas pré-moldadas na histórica Cidade Velha que atraiu rapidamente protestos palestinos e israelenses. A tentativa do movimento ultranacionalista Ateret Cohanim de aumentar sua presença na área anexada por Israel foi desafiada pela Autoridade de Antiguidades israelense, que conseguiu uma ordem num tribunal forçando-os a suspender o trabalho de construção. Integrantes do Conselho Legislativo Palestino foram às pressas ao local e derrubaram um barraco antes que soldados israelenses os agredissem com cassetetes e os forçassem a recuar. (Reuters)

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