Notas
Notas
France PressePapon foi responsabilizado pela deportação de 1.600 judeusMaurice Papon é
condenado a 10 anos
O francês Maurice Papon, acusado de colaborar com os nazistas durante a ocupação da França, na Segunda Guerra Mundial, foi condenado ontem a dez anos de prisão por um tribunal da cidade francesa de Bordeaux. Papon, de 87 anos, foi responsabilizado pela deportação de cerca de 1.600 judeus para campos de concentração nazistas quando era secretário-geral da prefeitura de Gironda, entre 1942 e 1944, durante o regime de Vichy. Papon, que permaneceu impassível ao ouvir a sentença, não irá logo para a prisão já que sua defesa apresentou um recurso que deverá ser julgado por uma corte de apelações. O tribunal suspendeu também os direitos civis do ex-colaboracionista, durante dez anos. A promotoria pedira uma pena de vinte anos de prisão para Papon. O passado colaboracionista de Papon veio à luz em 1981 e o processo durou 16 anos até o início de seu julgamento há seis meses. (DPA)
Síria acusa manobra
em decisão de Israel
O governo da Síria considerou ontem mais uma manobra enganosa de Israel o anúncio feito anteontem de que o Estado judeu retiraria suas tropas do sul do Líbano. O jornal Al-Baath, órgão oficial do governo de Damasco, em seu editorial de ontem, afirma que o governo israelense está tentando dissimular sua postura antipacifista e sua negra imagem ao anunciar que cumprirá a resolução 425 do Conselho de Segurança da ONU, exigindo a retirada do sul do Líbano. O chamado gabinete de segurança israelense, formado por onze ministros, aceitou anteontem, por unanimidade, ordenar a retirada mas impôs como condição que o Líbano se comprometa a controlar o sul do seu território para evitar infiltrações da guerrilha islâmica no norte de Israel. (DPA)
Viúva de Luther King
quer nova investigação
A viúva de Martin Luther King, Coretta Scott King, disse ontem que solicitará uma entrevista ao presidente Bill Clinton para pedir a formação de uma comissão que reabra as investigações sobre o assassinato de seu marido, em 1968. Afirmou contar com novas informações, que não revelou no momento, que confirmariam a hipótese de uma conspiração que envolveria várias pessoas, além do assassino confesso, James Earl Jones. Os Estados Unidos relembram amanhã o 30º aniversário do assassinato de Luther King, figura emblemática da luta pelos direitos civis e prêmio Nobel da Paz. (AFP)
Yeltsin faz novas
concessões à Duma
O presidente russo, Boris Yeltsin, fez ontem novas concessões ao Parlamento na disputa sobre a formação do próximo governo e fixou para terça-feira a realização de uma mesa-redonda que debaterá a composição do ministério. Yeltsin propôs aos blocos políticos da Duma, a Câmara baixa, e o Conselho da Federação, a Câmara alta, que apresentem suas sugestões sobre os candidatos ao ministério. Participarão da mesa-redonda, além de Yeltsin, os presidentes das duas câmaras do Parlamento, os líderes dos blocos políticos da Duma, representantes dos sindicatos e funcionários da administração. Um acordo entre o presidente e a oposição comunista, que detém um terço das cadeiras do Parlamento, transferiu para a próxima quarta-feira a votação que os deputados realizariam hoje sobre a permanência de Serguei Kiriyenko no cargo de premiê. (DPA)
ONU a um passo de
encerrar inspeções
Os inspetores de armas da ONU e os vinte diplomatas que os acompanham estão prestes a encerrar as vistorias aos palácios presidenciais do Iraque. Segundo a Comissão para o Desarmamento do Iraque, os inspetores já percorreram seis dos oito palácios presidenciais cuja vistoria está prevista no acordo entre a ONU e o governo de Bagdá. Os dois palácios que faltam ser inspecionados são a residência do presidente iraquiano Saddam Hussein no centro de Bagdá e uma outra instalação do governo nos arredores da capital. Até ontem, os inspetores não encontraram indícios de existência de armas de destruição em massa, em nenhum dos palácios pesquisados. (DPA)
Slobodan Milosevic
quer referendo
O presidente da Iugoslávia, Slobodan Milosevic, pretende realizar uma consulta popular sobre a participação de mediadores internacionais nas conversações para superar a crise na província sérvia do Kosovo. Milosevic sugeriu ao presidente da República da Sérvia que o referendo fosse realizado o mais rápido possível. Analistas ocidentais afirmam que o resultado dessa consulta popular será a rejeição à intervenção de mediadores estrangeiros no conflito, o que significaria uma escalada da crise já que os albaneses exigem a presença de representantes da comunidade internacional em um futuro diálogo com o regime de Belgrado. A Albânia saudou ontem o embargo à venda de armas à Iugoslávia imposto pela ONU, considerando a medida um passo favorável à solução do conflito entre a maioria albanesa de Kosovo e o governo da Sérvia. (DPA)





