Notas
NOTAS
Israel vai retirar
tropas do Líbano
Os ministros israelenses da área de segurança aceitaram ontem por unanimidade a resolução 425 do Conselho de Segurança da ONU que pede a retirada de Israel do sul do Líbano. O chamado gabinete de segurança, do qual fazem parte onze ministros, aprovou o plano recentemente formulado pelo ministro da Defesa, Yitzhak Mordechai, que condiciona a retirada a um acordo com o Líbano para a proteção do território norte de Israel. O anúncio foi feito depois da explosão de uma bomba colocada no acostamento de uma estrada dentro da zona de segurança autoproclamada por Israel no sul do Líbano. A explosão matou seis civis libaneses. O Líbano e a Síria, que exerce grande influência sobre Beirute, já rechaçaram o plano israelense, alegando que qualquer retirada do sul libanês deve estar ligada a uma retirada das Colinas de Golã, território sírio tomado por Israel em 1967. Esta é a primeira vez que Israel mostra disposição de retirar suas tropas do sul do Líbano, mesmo sem a assinatura de um tratado de paz com o país vizinho. A decisão deve-se à crescente pressão interna contra a ocupação, provocada pelo êxito das ações do Hezbollah, organização fundamentalista islâmica que luta contra as forças de ocupação israelenses. (DPA)
Yeltsin disposto a
conversar com a Duma
O presidente russo, Boris Yeltsin, de declarou ontem disposto a discutir com a Duma, a Câmara baixa do Parlamento russo, controlada pelos comunistas, a futura composição do governo. Yeltsin pretende se reunir hoje em sua residência, em Savidovo, em Moscou, com os presidentes das duas câmaras do Parlamento, Guennadi Selesniov, e Iegor Stroiev, e com o premier interino, Serguei Kiriyenko. A Duma retirou a exigência de que Yeltsin retirasse a candidatura de Kiriyenko a premiê, depois de o presidente ter se mostrado disposto ao diálogo. Em substituição a essa resolução, a grande maioria dos deputados e também os membros do Conselho da Federação, a câmara alta, aprovaram uma outra em que exigem que o presidente participe de uma mesa-redonda sobre a formação do governo. Os comunistas que controlam a Duma consideram que Kiriyenko, de 35 anos, não tem suficiente experiência para exercer o cargo de primeiro-ministro da Rússia. (DPA)
Termina julgamento
de Maurice Papon
Terminou ontem o julgamento de Maurice Papon, de 87 anos, acusado de colaborar com os nazistas deportando judeus para campos de concentração durante a ocupação da França, na Segunda Guerra Mundial. O julgamento de Papon começou há seis meses em um tribunal da cidade francesa de Bordeux no sul do país. Os jurados que decidirão a pena de Papon iniciaram na tarde de ontem, hora local, suas deliberações e esperava-se que o veredicto sairia na noite de ontem ou nesta madrugada. A promotoria pública pediu uma pena de vinte anos de prisão e a acusação contratada por familiares de vítimas de Papon quer a prisão perpétua. O advogado do réu pediu aos jurados que não o condenem à prisão, afirmando que sua absolvição não representaria a absolvição do chamado regime de Vichy que colaborou com a força de ocupação alemã. (DPA)
Albaneses saúdam
embargo de armas
Os partidos políticos que representam os albaneses do Kosovo, província do sul da Sérvia, saudaram a decisão do Conselho de Segurança da ONU de impor um embargo ao fornecimento de armas à Iugoslávia. A nova Iugoslávia é formada pela Sérvia e por Montenegro. Esta resolução significa a internacionalização do problema do Kosovo, disse Xhemal Mustafa, porta-voz do líder albanês da província sérvia, Ibrahim Rugova. Mustafa pediu que a comunidade internacional tome outras medidas contra os sérvios para evitar o prosseguimento da violência e repressão contra a maioria albanesa do Kosovo. (DPA)





