O presidente Suharto foi confirmado onteme no cargo pela sétima vez para um novo mandado de cinco anos, em meio a novos protestos contra o regime na Indonésia. O ex-general, de 76 anos e no poder desde 1966, não teve rivais. Tal como se esperava, a Assembléia Popular da Indonésia, de 900 membros, o reelegeu por unanimidade e por aclamação. Enquanto isso, milhares de manifestantes pediram mais democracia e reformas para superar a grave crise econômica que está vivendo o país. As forças de segurança dissolveram violentamente em Jacarta uma manifestação de opositores do governo. Testemunhas oculares falaram de uma ‘‘intervenção violenta’’ da polícia. Em outras cidades da Indonésia, milhares de estudantes marcharam pelo segundo dia consecutivo, pedindo mais liberdades políticas e uma queda dos preços dos alimentos. Na cidade universitária de Yogyakarta, os estudantes acusaram Suharto e sua família de corrupção. Enquanto isso, o Banco Mundial seguiu ontem o exemplo do Fundo Monetário Internacional e adiou a concessão de créditos à Indonésia, até que o novo governo demonstre seu compromisso de iniciar reformas no país.(DPA)
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