Zoilamérica Narváez Murillo, que na semana passada acusou seu padastro, o ex-presidente nicaraguense Daniel Ortega, de ter abusado sexualmente dela desde os onze anos, disse ontem que apesar de seu casamento em 1990, o ex-mandatário continuou o assédio até janeiro de 1998. ‘‘Sua condição de líder lhe impõe (Ortega) a obrigação de reconhecer a injustiça e o abuso de poder expresso na agressão sexual cometido contra mim desde 1978, quando tinha 11 anos, até 1990, e o assédio durante todos os anos de casamento até janeiro de 1998’’, disse Narváez a revista ‘‘Confidencial’’. Ao apresentar sua acusação ao partido em dezembro para pedir respeito a sua integridade pessoal e a de sua família, assim como respeito a sua condição de militante sandinista, Zoilamérica declarou que não foi bem recebida. ‘‘Com muita dor recebi respostas prejudiciais, pondo em dúvida minha estabilidade emocional, insinuando assim que eu teria problemas existenciais’’. Ela negou que a sua denúncia obedeça a uma conspiração para impedir a reeleição de Ortega à direção da FSLN. ‘‘O único complô é o que fizeram contra mim alguns setores e contra aqueles que acreditam que mereço pelo menos o beneficio da dúvida’’. Zoilamérica Narváez Murillo, de 30 anos, é socióloga e mãe de duas crianças de três e cinco anos. Ela se separou recentemente de seu marido Alejandro Benda¤a, um ex-funcionário do governo sandinista.(AFP)Grupo de contato tem
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