NOTAS
Iraque comprou mísseis
e munição, diz o Post
O Iraque conseguiu comprar mísseis e peças de reposição para seus aviões de combate e veículos blindados apesar do embargo internacional total sobre a venda de armas a Bagdá imposto pelas Nações Unidas, afirmou ontem o diário ‘‘The Washington Post’’. Segundo um informe recente redigido pela Agência Central de Informação (CIA) e citado pelo jornal, o exército iraquiano ‘‘compra peças avulsas para seus aviões e seus veículos blindados, assim como os produtos necessários para a fabricação de munições’’. A informação não esclarece sobre a natureza ou a origem dos materiais. Anteontem, o ‘‘Washington Post’’ informou que os inspetores da UNSCOM (comissão da ONU encarregada do desarmamento iraquiano) descobriram documentos relativos a um acordo entre a Rússia e Bagdá sobre a venda a este país de equipamentos que serviriam para a construção de armas biológicas. A Rússia desmentiu oficialmente a informação. (AFP)
Argentina
vai à guerra
A Argentina enviará uma centena de militares ao Golfo Pérsico caso a coalizão encabeçada pelos Estados Unidos entre em guerra com o Iraque. O ministro argentino da Defesa, Jorge Domínguez, e o chanceler, Guido Di tella, esclareceram ontem, durante uma entrevista coletiva à imprensa, que as tropas ‘‘não participarão diretamente em ações de combate’’. O papel dos militares argentinos em caso de guerra seria o de dar apoio sanitário aos combatentes. Segudo Domínguez, com sua participação, a Argentina quer ‘‘mostrar claramente que acompanha as decisões das Nações Unidas’’. A Argentina - assim como o Brasil - faz campanha mundial para ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. (Reuter)
Zhirinovsky ataca
Clinton e Blair
O político ultranacionalista russo Vladimir Zhirinovsky afirmou ontem em Bagdá que apenas os líderes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha são favoráveis ao início de ‘‘uma nova guerra mundial’’. ‘‘Vocês (iraquianos) são contra a guerra’’, airmou Zhirinovsky em inglês, sentado no chão do Centro de Imprensa de Bagdá, enquanto abraçava o menino iraquiano Safa Jabbar, de 13 anos. ‘‘Os russos são contra a guerra’’, continuou. ‘‘Quem é a favor da guerra? Quem? O povo dos Estados Unidos? Não, nunca’’. Para o político, que chegou ontem a Bagdá no mesmo avião que transportou 7,5 toneladas de medicamentos da Rússia para o povo iraquiano, apenas o presidente Bill Clinton e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, ‘‘e outros’’, têm interesse numa ação militar contra o Iraque. (Reuter)
Polícia dispersa
manifestação em Amã
Centenas de policiais antimotim atacaram ontem milhares de fiéis muçulmanos, entre eles um clérigo líder de oposição, por promoverem uma manifestação pró-Iraque no centro de Amã, Jordânia, num desafio a uma proibição governamental. Policiais com cassetetes agrediram os manifestantes, que gritavam slogans em apoio ao Iraque e ao presidente Saddam Hussein nas ruas ao redor da Grande Mesquita Husseini depois das orações de sexta-feira. ‘‘Com nosso sangue e nossa alma defendemos o Iraque...e damos nossas vidas por Saddam’’, gritava um grupo de manifestantes entre as centenas de pessoas no jardim da mesquita. ‘‘Morte à América’’, gritava outro grupo próximo. (Reuter)
Palestinos também
apóiam o Iraque
Palestinos promoveram sua própria manifestação pró-Iraque nos arredores do campo de refugiados de Jalazoun, perto da cidade de Ramallah, Cisjordânia. Tropas israelenses dispararam balas de borracha e lançaram gás lacrimogêneo contra os palestinos, ferindo três deles. Um policial de fronteira israelense foi levemente ferido quando uma pedra atingiu seu rosto, disseram fontes militares de Israel. Os protestos desta sexta-feira, como o promovido na cidade de Hebron, Cisjordânia, na quinta-feira, foram realizados em desafio à proibição da Autoridade Palestina de manifestações públicas em apoio ao Iraque. (Reuter)

mockup