NOTAS
China desmente
venda de foguetes
A China desmentiu ontem ter vendido foguetes ao Irã e afirmou não ter nenhuma intenção de fazê-lo como informaram fontes do Pentágono. Um alto funcionário do ministério do exterior chinês que participou de negociações com o secretário de Defesa dos EUA, William Cohen, negou terminantemente a operação. O funcionário afirmou que seu governo adota uma atitude prudente em suas vendas de armas e todas as operações estão registradas nas Nações Unidas. O secretário de Defesa dos EUA disse a jornalistas que Pequim não só fornecera mísseis ao Irã como deveria fazer novas remessas em um futuro próximo.
Londres pede
mais negociações
A ministra britânica para a Irlanda do Norte, Mo Mowlan, exortou ontem os participantes do processo de paz para a província britânica a não abandonarem as negociações em curso apesar dos assassinatos cometidos por extremistas nos últimos dias, entre eles o de um motorista de táxi católico anteontem em Belfast. A ministra apelou aos extremistas católicos a não se vingarem do crime.
Rússia reduziu
forças armadas
O número de soldados das Forças Armadas da Rússia foi reduzido no ano passado em duzentos mil homens, afirmou ontem o presidente russo Boris Yeltsin. O presidente anunciara anteriormente que essa redução deveria ser de quinhentos mil soldados para que o contingente militar russo chegasse ao fim de 1998 com 1,2 milhão de homens. O objetivo da medida seria tornar as Forças Armadas mais eficientes. Yeltsin fez o anúncio em uma reunião do Conselho de Defesa da Rússia que tratou do programa espacial do país.
Governo quer
expulsar torturador
O governo argentino pediu ontem à Marinha que ‘‘exclua definitivamente de suas fileiras’’ o capitão de fragata na reserva Alfredo Astiz , um dos símbolos da repressão ilegal no regime militar argentino, na década de 70. Segundo o ministro do Interior da Argentina, Carlos Corach, uma medida dessa natureza levaria ao enaltecimento da Marinha de guerra. Corach considerou as declarações de Astiz uma provocação à sociedade argentina. Astiz cumpre desde quinta-feira passada pena de prisão de 60 dias por suas declarações à revista ‘‘Tres Puntos’’. O oficial disse que é o homem melhor preparado tecnicamente para matar um político ou jornalista e afirmou ainda que a Marinha só lhe ensinou a destruir. Astiz criticou o presidente argentino Carlos Menem e chamou de canalha o chefe do Exército, Martín Balza, por haver dito que as ordens ‘‘aberrantes’’ de torturar, sequestrar e matar não deveriam ser cumpridas. Astiz será interrogado pela Justiça militar argentina. Anteontem, ele se recusou a dar informações a uma comissão da Câmara Federal que investiga o desaparecimento do escritor Rodolfo Walsh em março de 1977. O escritor foi visto pela última vez no centro clandestino de detenção que funcionou na Escola de Mecânica da Marinha, em Buenos Aires, onde Astiz atuava.
Acolhida denúncia
contra Pinochet
A Corte de Apelações de Santiago do Chile acolheu ontem uma denúncia apresentada pelo Partido Comunista do Chile contra o general Augusto Pinochet. O tribunal ouvirá hoje a secretária-geral do PC chileno, Gladys Marín. O partido acusa Pinochet, ex-ditador e atual comandante em chefe do Exército chileno de genocídio, sequestro e violações de direitos humanos durante o regime por ele liderado entre 1973 e 1990. A secretária-geral do PC disse que Pinochet pode ser julgado como qualquer cidadão, porque ‘‘para esses crimes não há foro’’. A notícia causou grande impacto nos meios políticos do Chile. Observadores acreditam que a decisão da corte irá agravar ainda mais as tensas relações entre militares e civis chilenos. (DPA)

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