NOTAS
Missão européia
chega a Argel
Numa missão sem precedentes nos seis anos de conflito na Argélia, três ministros juniores da União Européia chegaram ontem à noite à ex-colônia francesa para discutir formas de conter os sucessivos massacres de civis no país. Durante sua estada de 24 horas, a delegação liderada pelo secretário de Estado da chancelaria britânica para o Oriente Médio, Derek Fatchett, vai manter encontros com o chanceler Ahmed Attaf, deputados da oposição e editores de jornais. Um quarto enviado, o comissário europeu Manuel Marín, chegou separadamente e ressaltou que a delegação também deverá visitar alguns locais de massacres. Argel concordou em receber a missão sob a condição de que ela não tenha caráter investigativo. A chegada coincidiu com a revelação de mais uma massacre. Segundo moradores da região de Bouira, pistoleiros mataram na madrugada de ontem ‘‘entre 11 e 16 pessoas num falso bloqueio policial. Desde o início do mês, mais de 1,5 mil civis foram mortos em chacinas atribuídas pelo governo aos rebeldes integristas muçulmanos. Entretanto, há denúncias de envolvimento militar em alguns dos massacres, reiteradas ontem pelo ex-primeiro-ministro argelino Abdul Hamid Brahini. ‘‘O Exército quer demonizar os integristas e castigar a população que votou neles’’, disse o ex-dirigente, referindo-se às eleições parlamentares realizadas há seis anos. O pleito foi anulado pelo governo depois que os fundamentalistas venceram o primeiro turno. (AE-Reuters)
Acordo militar
entre China e EUA
A China e os Estados Unidos assinaram ontem em Pequim um acordo militar sobre comunicações entre os navios das Marinhas dos dois países com o objetivo de reduzir os riscos de acidentes. Em seu terceiro dia de visita oficial a Pequim, o secretário americano de Defesa, William Cohen, que assinou o acordo juntamente com seu homólogo chinês, o general Chi Haotian, também pediu aos militares chineses que cooperem com Washington para manter a estabilidade na Ásia. Com a assinatura do acordo, delegações dos dois países deverão reunir-se uma vez ao ano para discutir sobre segurança marítima, meios de comunicação entre as embarcações, operações de busca e salvamento no mar e interpretação dos protocolos marítimos comuns. Também ontem, o ministro de Relações Exteriores da China, Qian Qichen, disse ao chanceler britânico, Robin Cook, que a alta comissária da ONU para direitos humanos, Mary Robinson, é bem-vinda a visitar a China quando desejar, informou a assessoria da chancelaria britânica. (AE-Reuters)
Sinn Fein rejeita
plano de paz
O líder do Sinn Fein, braço político do IRA (Exército Republicano Irlandês), deu um novo golpe às esperanças de paz na Irlanda do Norte ao rejeitar ontem elementos-chave de uma nova proposta Anglo-Irlandesa. Falando algumas horas depois que um sexto assassinato por guerrilheiros em quatro semanas levou a província na direção de um novo ciclo de violência sectária, Gerry Adams disse que qualquer um que pensasse que propostas para uma assembléia de divisão de poder na Irlanda do Norte funcionaria ‘‘não está vivendo no mundo real’’. Adams estava falando a repórteres depois de conversas ‘‘francas’’ em Londres com o primeiro-ministro Tony Blair, destinadas a manter as conversações de paz da Irlanda do Norte na linha, depois da última série de assassinatos sectários. A reunião na residência oficial do presidente na Downing Street foi a segunda nas últimas semanas entre Blair e o Sinn Fein. A reunião aconteceu horas depois que homens armados do clandestino Exército de Libertação Nacional (Inla), um grupo republicano que rejeita o atual cessar-fogo do IRA, matou um proeminente protestante pró-britânico, Jim Guiney. Foi o sexto assassinato sectário desde 27 de dezembro. (AE-Reuters)

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