France PresseYeltsin em Torjka. TV tenta dissipar boatos sobre saúde do presidenteNOTAS
Incidente aéreo
assusta Yeltsin
A aterrissagem forçada de um helicóptero do governo russo, ontem, quase causou uma tragédia para o presidente Boris Yeltsin. O aparelho conduzia a filha e o neto de Yeltsin, seu vice-primiro-ministro, Boris Nemtsov - potencial candidato à presidência -, o porta-voz do Kremlin, Serguei Yajtrembski, e o chefe de protocolo da Presidência, Vladimir Chevtchenko, quando o alarme de incêndio disparou. O piloto fez um pouso de emergência perto da cidade de Torjka, a 140 quilômetros de Valdai, para onde o grupo se dirigia a fim de encontrar-se com o líder russo, de férias na região desde o ano-novo. A TV estatal russa exibiu ontem cenas de Yeltsin, relaxado. Foi sua primeira aparição pública desde que entrou em férias. Segundo a emissora, as imagens foram feitas anteontem na região de Valdai. As imagens na TV buscam dissipar boatos sobre o real estado de saúde de Yeltsin. (Reuter)
Alerta máximo
em Israel
Uma fábrica de bombas e dezenas de suspeitos terroristas do movimento palestino Hamas foram neutralizados no final da semana numa operação conjunta dos serviços de segurança israelense e palestino, mas o alerta máximo a novos atentados continua em vigor em Israel e nas colônias judaicas da Cisjordânia. ‘‘Detectamos vários sinais de que grupos terroristas tentarão um ataque em Israel até a minha partida para Washington’’ - afirmou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na abertura de mais uma reunião preparatória a seu encontro com o presidente Bill Clinton, na Casa Branca, na terça-feira. A reunião de ontem do governo israelense aprovou por unanimidade várias pré-condições para uma nova transferência de terras da Cisjordânia para a Autoridade Palestina (AP). (Reuter)
Autoridade
Palestina reage
A Autoridade Palestina reagiu às novas condições israelenses avisando que também dispõe de uma lista de obrigações que Israel não cumpriu. ‘‘A decisão é uma prova a mais que o governo israelense está fazendo de tudo para ignorar a existência de acordos assinados’’, protestou Ahmed Tibi, assessor direto do presidente Yasser Arafat. Para ele, ‘‘a Carta Palestina já foi revisada na última reunião do Conselho Nacional Palestino’’. Israelenses e palestinos discordaram ontem também sobre a descoberta do laboratório de bombas em Nablus, na Cisjordânia. O comandante da região central de Israel, general Uzi Dayan, revelou, numa entrevista, que seu serviço de inteligência passou a informação para a Autoridade Palestina. Os palestinos dizem que já estavam na pista há alguns dias. (Reuter)

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