Notas
NOTAS
França homenageia
Emile Zola
Um fac-símile de 150 metros quadrados da primeira página do jornal LAurore de 13 de janeiro de 1898, onde se publicou o Eu acuso do escritor Emile Zola, será instalado na fachada do Palácio Bourbon hoje, em Paris. Vários alpinistas vão colocar a tela, que será colocada na presença do presidente da Assembléia Nacional, Laurent Fabius, e depois iluminada ao cair da noite. De outro lado, o site Internet da Assembléia Nacional porá à disposição do público o texto que Zola publicou em LAurore, assim como os debates parlamentares causados pelo caso Dreyfus. Uma exposição sobre esse mesmo tema será organizada na Biblioteca. Fabius quer assim associar de maneira estreita a representação nacional ao centenário do texto de Zola que toma a defesa do capitão Dreyfus, mostrando de que maneira a Assembléia Nacional está ligada aos valores de justiça, verdade e liberdade. (AFP)
Nevascas ameaçam
região de Quebec
Dois mil soldados canadenses foram enviados ontem às regiões do sul de Quebec afetadas pelo mau tempo, para socorrer os funcionários da empresa Hydro-Quebec, que tenta restabelecer a eletricidade na área, e participarem dos serviços de proteção à população nos centros de urgência montados pelo governo. A nevasca, que sobrecarrega tanto árvores como as linhas de distribuição de eletricidade, continua provocando prejuízos. Há 916.000 lares em Quebec sem eletricidade, numa população de 3 milhões de habitantes. (AFP)
Enchentes ameaçam
nordeste argentino
O nível de quatro grandes rios subiu no sul do continente sul-americano, deixando 4.000 pessoas sem suas casas no nordeste argentino. As autoridades advertiram ontem sobre um novo e iminente crescimento do caudal, que poderá causar novas vítimas. Os rios Pilcomaio, Paraguai, Uruguai e Paraná vêm transbordando constantemente desde o segundo semestre do ano passado, em consequência das intensas e prolongadas chuvas no Brasil e no Paraguai. (AFP)
Jospin anuncia
auxílio-desemprego
O premier francês Lionel Jospin anunciou anteontem à noite o desbloqueio de um bilhão de francos (166 milhões de dólares) para os desempregados, para tentar pôr fim a um mês de manifestações que abalaram a unidade do governo e ameaçaram sua popularidade. Mas Jospin descartou a idéia de auxílios urgentes aos desempregados que esgotaram seus direitos de indenização. Teria segundo ele feito explodir a política econômica e social do país e custaria dezenas de bilhões de francos ao orçamento do Estado. (AFP)
Yeltsin fala
com Tony Blair
Da estância de Valdai, no noroeste da Rússia, o presidente Boris Yeltsin falou por telefone ontem com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que iniciava visita ao Japão, informou o porta-voz do Kremlin, Serguei Yastrjembski. Eles trocaram idéias sobre a próxima reunião do Grupo dos 7 (integrado pelos países mais ricos) mais a Rússia, marcada para maio, de acordo com o porta-voz. Yeltsin esteve internado com uma infecção respiratória em dezembro e desde as vésperas do ano-novo não é visto em público. A agência Itar-Tass assinalou ontem que a TV russa mostrará na semana que vem uma reportagem sobre as férias do presidente. (Reuter)
Herdeiros de
Boris Pasternak
Um tribunal de Moscou vai decidir no dia 23 a quem pertencem os direitos autorais sobre a obra do escritor russo Boris Pasternak, cujo livro mais famoso, Dr. Jivago, lhe valeu o Prêmio Nobel de Literatura de 1958. A propriedade é disputada pela filha de sua amante Olga Ivinskaia - inspiradora de Lara, personagem central de Dr. Jivago - e sua nora e neta, descendente do filho que Pasternak teve com a esposa. O conjunto da obra inclui cartas, um livro não publicado e o manuscrito de Dr. Jivago. Em novembro, um jornal russo publicou uma carta em que Olga confessa ter sido informante da KGB, o que sua filha nega. (Reuter)





