Notas
Notas
Elizabeth promete
monarquia transparente
Discursando no banquete oferecido pelo primeiro-ministro trabalhista Tony Blair em homenagem a suas bodas de ouro, a rainha Elizabeth II, da Grã-Bretanha, prometeu ontem reformar a monarquia, tornando-a mais transparente para os cidadãos. Como o governo, a monarquia só pode existir com o apoio e o consentimento do povo, afirmou ela. Pela tradição britânica, compete ao chefe do governo transmitir os anseios da população aos soberanos. Primeiro-ministro sei que você, como seus antecessores, transmitirá as mensagens sem temor nem favoritismos, acrescentou ela. Em princípio, parece muito profunda a diferença entre uma monarquia hereditária e um governo eleito; mas na realidade são instituições complementares, que só existem com apoio e consentimento do povo, insistiu Elizabeth. Pela manhã, ela e o marido, o duque de Edimburgo, haviam assistido a pomposa cerimômia religiosa na Abadia de Westminster, onde se casaram em 21 de novembro de 1947, que reuniu a maior parte da realeza mundial - 7 reis, 10 rainhas, 26 príncipes, 27 princesas e um duque - além de centenas de amigos da soberana britânica.
Yeltsin muda e pede
a Duma que colabore
Depois de demitir do cargo de ministro das Finanças o controvertido vice-premier reformista Anatoli Chubais e de tirar da chefia do ministério da Energia o primeiro-vice-primeiro-ministro Boris Nemzov, o presidente russo Boris Yeltsin pediu ontem a colaboração da Duma na votação do orçamento para o próximo ano. Em pronunciamento transmitido pela televisão, Yeltsin pediu aos deputados e ao líder da Câmara baixa do Parlamento, Guennadi Zeleznyov que aprovem o orçamento enviado pelo governo. O presidente foi forçado a destituir Chubais e Nemzov do ministério pela oposição comunista que não suportava a presença dos dois políticos reformistas no governo. Os comunistas que detém o controle do Parlamento ameaçaram rejeitar o orçamento caso Chubais envolvido em um escândalo de corrupção não fosse demitido.
Acordo entre Mercosul
e UE deve avançar
Os termos do acordo que antecederá o tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Européia serão debatidos a partir da segunda-feira quando delegações dos dois blocos vão se reunirem Punta del Este, Uruguai. A reunião terá caráter meramente técnica e as equipes de negociadores não tratarão de questões políticas envolvendo o acordo comercial. Entre segunda e quarta-feira se reunirão os grupos técnicos e nos demais dias da semana se reunirá a subcomissão comercial que tenta estabelecer o conteúdo do Acordo Marco firmado pelos chefes de Estado e governo dos dois blocos em dezembro de 1995, em Madrid. Amanhã se reunirá a Comissão Mista, da qual participam o diretor-geral adjunto da Comissão Européia, Santiago Gomez Reino, e o o chanceler uruguaio Alvaro Ramos, na qualidade de presidente pro-tempore do Mercosul.
Anistia pede liberdade
para médico cubano
A organização de direitos humanos Anistia Internacional exortou ontem o governo de Havana a libertar imediatamente e de forma incondicional o médico cubano Desi Mendoza Rivero. O médico que ouvirá sua sentença na segunda-feira pode ser condenado a treze anos de prisão. Mendoza Rivero segundo a Anistia foi preso simplesmente por acusar as autoridades cubanas de encobrir a verdadeira magnitude de uma epidemia de dengue e não tomar providências para controlá-la. O médico, preso em junho deste ano, fundou em 1994 o Colégio Médico Independente de Santiago de Cuba.
Argentina preocupada
com fundamentalistas
O ministro do Interior da Argentina, Carlos Corach, expressou ontem sua preocupação com o que ele considera um crescimento nas atividades de grupos de fundamentalistas muçulmanos nos vizinhos Brasil e Paraguai, e prometeu levar a questão aos parceiros do Mercosul. Segundo Croach, os grupos estariam atuando principalmente em Ciudad del Este (no Paraguai) e Foz do Iguaçu. Vários diplomatas consultados pela Reuters afirmaram que as guerrilhas fundamentalistas podem estar utilizando Ciudad del Este como base para desenvolver ataques contra judeus argentinos. Um destes ataques pode ter sido o ocorrido em julho de 1994, quando um carro-bomba explidiu o centro comunitário judaico Amia, em Buenos Aires, matando 86 pessoas.
DPA e Reuters





