Notas

Julgamento de
Papon é suspenso
O julgamento de Maurice Papon por crimes contra a humanidade ocorridos durante a ocupação nazista da França foi suspenso ontem em Bordeaux até segunda-feira. Segundo o juiz Jean-Louis Castagnede, doutores o alertaram de que Papon, com 87 anos, estava passsando por tratamento médico e não poderia participar dos trabalhos na corte nos próximos dias. O ex-ministro francês deu entrada amteontem no hospital Haut Leveque, no bairro suburbano de Pessac, em Bourdeaux, onde está sendo tratado de uma crise cardíaca e bronquite.
Nações Unidas
monitora El Ni¤o
A Agência de Meteorologia das Nações Unidas divulgou ontem a criação de uma força-tarefa para monitorar o impacto do fenômeno El Ni¤o. Fred Semazzi, chefe do projeto e também chefe de informações climáticas da Organização Mundial de Meteorologia (WMO, por sua sigla em inglês) disse que a agência fornecerá informações sobre o El Ni¤o, além de coordenar a relação entre as agências meteorológicas, os governos e outras agências científicas.
General Oviedo
processa o Paraguai
O general Lino Oviedo abriu um processo contra o Paraguai junto à Organização dos Estados Americanos, alegando violação de seus direitos civis e políticos, afirmou ontem o porta-voz da chancelaria paraguaia, Guillermo Yaluff, acrescentando que: ‘‘O que Oviedo deseja, é um pouco mais de publicidade’’. O processo foi aberto junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, com sede em Washington, e é uma das primeiras denúncias de violação dos direitos humanos feitas à um organismo internacional após a queda no país da ditadura militar em 1989.
Mandela quer mediar
o ‘caso Lockerbie’
O presidente sul-africano, Nelson Mandela, manifestou ontem intenção de ‘‘mediar’’ o conflito entre Líbia, EUA e Grã-Bretanha, provocado pelo caso Lockerbie - a queda em 1988 de um avião da Pan Am com 270 pessoas, atribuída a extremistas líbios. ‘‘Quero ajudar os líbios’’, disse Mandela numa referência às sanções impostas ao país pela ONU.
Bomba no Trade Center
deveria matar 250 mil
O atentato à bomba ao World Trade Center, em 1993, foi planejado para derrubar os dois edifícios que formam o complexo como dominós, matar cerca de 250 mil pessoas e convencer os americanos de que eles estavam em guerra. Esse foi o testemunho dado ontem pelo agente americano Brian Parr, em juízo, ao descrever uma conversa, em 1995, com Ramzi Yousef, acusado de ser o mentor do ataque, na ocasião de sua prisão.

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