NOTAS
Euro: obstáculo
na Grã-Bretanha
A adesão da Grã-Bretanha ao euro (moeda única européia que entrará em circulação em 1999) enfrenta ‘‘obstáculos formidáveis’’, afirmou ontem o ministro das Finanças, Gordon Brown, numa tentativa de contornar o ‘‘clima de incerteza’’ provocado por uma entrevista dele ao The Times no domingo. A declaração de Brown coincidiu com uma reunião a portas fechadas entre o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e o chanceler alemão, Helmut Kohl, apontado como ‘‘paladido’’ do euro. ‘‘O que eu disse ao Times é o que tenho dito sempre, ou seja: é muito difícil uma associação britânica à moeda única em sua primeira etapa.’’ Rumores sobre uma eventual adesão do governo trabalhista ao cronograma do euro difundidos durante a semana passada haviam provocado alta na Bolsa de Valores de Londres. ‘‘A entrevista de Brown lançou um balde de água fria nos investidores’’, comentou um corretor. O índice Financial Times-Bolsa de Valores (FTBV) registrou queda de 60,1 pontos.
Yeltsin tenta
evitar censura
O presidente Boris Yeltsin intensificou ontem esforços para evitar a votação de uma moção de censura ao seu governo reformista e, no palco internacional, confirmou o compromisso da Rússia com um pacto global banindo minas terrestres. Yeltsin reuniu-se com o primeiro-ministro Viktor Chernomyrdin e os dois presidentes parlamentares buscando evitar a votação da moção programada para amanhã. Sinais de progresso emergiram mas a votação permanece na agenda da Duma Estatal (Câmara baixa).

mockup