NOTAS
Jamaica
KINGSTON, Jamaica - Michael Manley, ex-primeiro-ministro da Jamaica e figura lendária da política caribenha, morreu quinta-feira à noite aos 72 anos, depois de uma longa batalha contra o câncer de próstata. Primeiro-ministro entre 1972 e 1980 e novamente entre 1989 e 1992, defendeu o socialismo e era um aliado do presidente cubano Fidel Castro.
Rússia
MOSCOU - O presidente da Rússia, Boris Yeltsin, nomeou ontem o chefe de gabinete Anatoly Chubais para o cargo de vice-primeiro-ministro encarregado das reformas econômicas, o mesmo do qual ele fora demitido em janeiro de 1996, como forma de aplacar a ira da forte oposição comunista. A nomeação do economista liberal venerado pelo FMI e investidores estrangeiros era a principal notícia esperada depois que o presidente confirmou em seu discurso anual à nação uma grande reforma ministerial para implementar as reformas de mercado.
Crime
SANTIAGO - Um jovem brasileiro confessou ter assassinado no Haiti o diplomata chileno Eduardo Vega, seu pai adotivo, informou ontem a imprensa. Fontes policiais haitianas citadas pelo diário La Tercera indicaram que o brasileiro Theofilo Bezerra, de 30 anos, confessou o assassinato de Vega, cujo cadáver foi encontrado em 18 de fevereiro queimado e mutilado.
Cuba
HAVANA - Cuba é vítima de uma vingança política dos Estados Unidos, que se esforçam para condenar o governo de Havana, na próxima sessão da Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, que acontecerá em breve. A opinião foi ouvida ontem da porta-voz do Ministério cubano das Relações Exteriores.
Clinton
WASHINGTON - O presidente americano Bill Clinton não excluiu ontem a possibilidade de ter ele mesmo pedido doações políticas para sua campanha eleitoral ou dos democratas.
Clinton disse também que as últimas revelações sobre a arrecadação de fundos para sua campanha, que implicam funcionários da Casa Branca, não foram ilegais.
Zaire
WASHINGTON - O governo norte-americano ‘‘pediu com insistência’’ ao líder dos rebeldes zairenses, Laurent Desiré Kabila, que ‘‘aceite primeiro o cessar-fogo e depois discuta’’ com as autoridades de Kinshasa, informou o Departamento de Estado.
As autoridades norte-americanas desejam, além disso, que os rebeldes permitam o ‘‘acesso humanitário’’ a Ruanda de 200.000 refugiados hutus que deixaram seus acampamentos ante a chegada dos combates.

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