Nota
O descaramento do primeiro-ministro do Estado de Bihar, Laloo Prasad Yadav, que, ao apresentar sua renúncia por suspeitas de corrupção, nomeou para seu lugar a própria esposa, causou estupefação à classe política e à opinião pública indianas. Farei o que ele me disser para fazer, declarou Rabri Devi, depois de ter se convertido, contra sua vontade, na primeira autoridade do segundo estado da União indiana em número de habitantes. Seu marido, ex-presidente do partido primeiro-ministro indiano Kumar Gujral, acabara de anunciar que se demitia, depois de ter resistido, durante várias semanas, às crescentes pressões para sair do cargo. Algumas horas depois, os serviços federais de segurança emitiram um mandado de detenção contra ele.
Sobre Laloo Prasad Yavad pesa a suspeita de ter se apropriado, junto com outros 55 políticos e funcionários, de US$ 271 milhões em dez anos, destinados, no início, a ajudar a agricultura de Bihar, considerado o Estado indiano em que mais reina a corrupção. Rabri, 41 anos, mãe de nove filho, não escondeu seu nervosismo na coletiva. Esqueceu-se de levantar quando foi tocado o hino nacional e fez o juramento de posse gaguejando. A imprensa criticou a atitude de Yadav. Isso é debochar do povo, disse um jornal.





