Norte-coreanos prometem ataques-surpresa
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sexta-feira, 07 de fevereiro de 2003
France Presse 
Seul - A Coréia do Norte anunciou ontem que irá reagir com ''represálias sem piedade'' a qualquer bombardeio americano à sua central nuclear que será reativada. O governo norte-coreano também ameaçou os Estados Unidos com ataques- surpresa caso reforcem o dispostivo militar na região.
A ameaça foi anunciada pelo vice-diretor do ministério das Relações Exteriores norte-coreano, Ri Pyong-Gap, segundo um correspondente da BBC em Pyongyang. Pyong-Gap reagiu aos projetos de Washington de reforçar sua presença armada em torno da península.
Na segunda-feira, o Pentágono declarou que aviões bombardeiros receberam ordem para voar para o Extremo Oriente numa demonstração de que Pyongyang não teria descanso por causa dos preparativos a uma eventual guerra com Iraque. Pyongyang não permanecerá passivo e poderia decidir atacar primeiro se for necessário, disse Ri, segundo a BBC.
O jornal do partido no poder, o Rodong Sinmun, advertiu que ''qualquer ataque americano contra nossas instalações nucleares destinadas a fins pacíficos provocaria uma guerra aberta.''
Na quarta-feira, o governo norte-coreano anunciou a reativação das instalações para, segundo o ministério das Relações Exteriores, produzir eletricidade.
Na Coréia do Sul, a escalada da crise provocada pela corrida nuclear do vizinho do norte é acompanhada com inquietação.
Em agosto de 1998, a Coréia do Norte provocou preocupação quando disparou um míssil balístico sobre o Japão. Em seguida, interrompeu seus testes militares, mas deixou a entender que poderia retomá-los a qualquer momento.
No Japão, o primeiro-ministro Junichiro Koizumi reafirmou que quer que a Coréia do Norte cesse seu programa nuclear. Um porta-voz do ministério da Defesa desmentiu as informações de que o governo japonês iria enviar para a península coreana dois navios com sofisticados detectores de atividades nucleares.
O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, analisou a situação como ''perigosa'' e destacou que as forças americanas são capazes de combater simultaneamente várias frentes de guerra.


