Santiago - As manifestações pelo aniversário do golpe de Estado que levou o ditador Augusto Pinochet ao poder voltou a mergulhar o Chile numa noite de distúrbios, que deixaram um policial morto e 255 detidos. Os manifestantes ergueram barricadas incendiárias, saquearam estabelecimentos comerciais e enfrentaram a polícia. Foram queimados cinco ônibus e quatro veículos particulares. Houve ataques também à rede elétrica, que deixaram grande parte da cidade às escuras.
O policial Cristián Martínez foi morto enquanto tentava impedir que uma loja fosse saqueada pela população de Parinacota, no norte de Santiago, área onde os moradores entraram em confronto com a polícia durante a madrugada.
O presidente Sebatian PiÀera também informou que o dia de violência, habitual nesta data, deixou outros 16 policiais feridos, dois deles com gravidade, além de uma criança ferida a tiro. Foram registrados centenas de feridos em tumultos em vários locais de Santiago.
Todos os anos, no dia 11 de setembro, são registrados no Chile incidentes em bairros da periferia de Santiago, onde os moradores travaram uma dura luta contra a ditadura de Pinochet, que derrubou o governo socialista de Salvador Allende (1973) e chegou ao fim em 11 de março de 1990, deixando mais de 3.000 pessoas mortas.

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