ESTOCOLMO - Os prêmios Nobéis 1996, entre eles o da Paz, concedido ao bispo de Tirmor Oriental Carlos Filipe Ximenes Belo e ao militante independentista José Ramos Horta, serão entregues hoje em Oslo e em Estocolmo, cem anos depois da morte de seu criador, Alfred Nobel.
Em Oslo, as duas personalidades de Timor Oriental aproveitarão a ocasião para denunciar a ocupação desta ex-colônia portuguesa pela Indonésia desde 1975. A anexação deste pequeno território por Jacarta no ano seguinte não foi reconhecida pela ONU.
Os laureados com os demais Nobéis (Literatura, Física, Química, Medicina e Economia) receberão os prêmios em Estocolmo.
O Comitê Nobel norueguês escolheu monsenhor Belo, bispo católico de 48 anos, e Ramos Horta, porta-voz da resistência timoresa, de 46 anos, ‘‘por seu trabalho em favor de uma resolução justa e pacífica do conflito’’.
Cerca de 1.000 convidados - o Rei Harald V da Noruega e a Rainha Sonia, os membros do governo e do Parlamento norueguês, além do corpo diplomático - assistirão à cerimônia.
Em Estocolmo, os laureados dos demais prêmios Nobéis receberão suas recompensas hoje na Casa dos Concertos, durante uma cerimônia presidida pelo Rei Carlos Gustavo XVI da Suécia e pela Rainha Sílvia.
Os premiados, por modalidade, são a polonesa Wislawa Szymborska (Literatura), os norte-americanos Robert F. Curl Jr e Richard E. Smalley e o britânico Harold W. Kroto (Química), o britânico James A. Mirrlees e o canadense William Vickrey (Economia), o australiano Peter C. Doherty e o suíço Rolf M. Zinkernagel (Medicina) e os norte-americanos David M. Lee, Douglas D. Osheroff e Robert C. Richardson (Física).

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