NOBEL DE MEDICINA - Descoberta da cura da úlcera pôs fim a uma longa procura
Dois pesquisadores australianos, Barry J. Marshall e J. Robin Warren, conquistaram na semana passada o Prêmio Nobel de Medicina por conta da descoberta de que os antibióticos podem combater úlceras. Até então, as úlceras digestivas só podiam ser tratadas com cirurgias, medicamentos caseiros e curandeiros.
Os trabalhos dos dois pesquisadores derrubaram os dogmas sobre este tipo de doença. Para demonstrar a validade da teoria de que a famosa bactéria Helicobacter pylori poderia causar úlceras, Marshall chegou a ingerir a bactéria, ficando muito doente.
Os incômodos causados pela úlcera péptica são tão antigos quanto a própria humanidade e os anais médicos registram uma longa busca pelo tratamento e cura da doença. Há um século as coisas começaram a mudar com a crença de que o estresse e a comida condimentada eram as causas da úlcera, uma idéia que resiste ao tempo com a recomendação de comida leve para pessoas com a doença.
Segundo o Comitê Nobel, a descoberta de que a úlcera estomacal poderia ser causada por micróbios estimulou a pesquisa sobre outras doenças causadas por inflamações, como a doença de Crohn (inflamação crônica do intestino), a colite ulcerosa (inflamação do cólon), a artrite e a arteriosclerose.
É um processo de corrosão nas paredes do estômago (gástrica) ou do intestino delgado (duodenal). Normalmente, os pacientes se queixam de uma queimação ou sensação de vazio na boca do estômago.
Verdades inquestionáveis; absolutas.
Os antigos egípcios costumavam tratar as úlceras com folhas de louro, enquanto que na Idade Média elas eram tratadas com a mortal cicuta. Já no século XIX, o tratamento consistia em deixar o descansar o intestino dos pacientes, que ficavam sete dias sem comer. Alguns, no entanto, não resistiam e morriam.
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