São Paulo - A invenção de "pinças de luz" usadas em pesquisas biológicas e de outras tecnologias a laser em equipamentos básicos do nosso dia a dia, como impressoras e scanners de supermercado, foi homenageada nesta terça-feira (2) com o Prêmio Nobel de Física 2018. Os pesquisadores premiados foram o americano Arthur Ashkin, o francês Gérard Mourou e a canadense Donna Strickland.

Donna Strickland é a terceira mulher a receber o prêmio de Física desde 1901
Donna Strickland é a terceira mulher a receber o prêmio de Física desde 1901 | Foto: Geoff Robins/AFP



Os três receberam o prêmio por "suas invenções inovadoras no campo da física de lasers", segundo o anúncio da Academia Real de Ciências da Suécia, feito às 6h45 desta terça-feira (no horário de Brasília).

Ashkin ficou com metade do prêmio, de aproximadamente US$ 1 milhão, pela invenção, em 1987, das chamadas "pinças de luz", ou pinças ópticas, que são pulsos de luz extremamente focada (lasers) usados para imobilizar átomos, vírus, bactérias e outros microrganismos em experimentos biológicos.

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A outra metade do prêmio foi dividida entre Mourou e Donna, pelo pioneirismo no desenvolvimento de lasers de alta intensidade que podem ser usados para correção de problemas na vista. Eles publicaram um trabalho de referência sobre o assunto em 1985. Donna é apenas a terceira mulher a receber o prêmio de Física desde a sua criação, em 1901.

Na segunda-feira (1º) foi anunciado o Nobel de Fisiologia e Medicina - para a descoberta da imunoterapia contra o câncer - e nesta quarta (3) será anunciado o prêmio de Química.

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