Nobel de Física é concedido a dois americanos e alemão
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terça-feira, 09 de outubro de 2001
France Presse<br> De Estocolmo 
O Prêmio Nobel de Física de 2001 foi concedido conjuntamente aos norte-americanos Eric A. Cornell, 39 anos, e Carl E. Wieman, 50 anos, e ao alemão Wolfgang Ketterle, 43 anos, por terem colocado em prática as teorias elaboradas nos anos 20 sobre a condensação de Bose-Einstein. Os três cientistas foram recompensados ''pela realização da condensação de Bose-Einstein em nuvens gasosas de átomos alcalinos e por seus estudos anteriores e fundamentais sobre as propriedades da condensação'', informou a Real Academia de Ciências da Suécia.
Cornell e Wieman conseguiram obter em 1995 uma condensação de Bose-Einstein, colocando em aplicação as teorias do físico indiano Satyendra Bose, desenvolvidas depois por Albert Einstein. Segundo as previsões de Einstein, o esfriamento da nuvem gasosa de átomos pode levá-los ao estado de mais baixa energia. Esse processo, que se assemelha à formação das gotas de líquido de um gás, foi chamado condensação.
Uma situação relativamente similar à condensação de Bose-Einstein é a da luz laser, que apenas pôde ser desenvolvida nos últimos anos. Em um feixe laser, todos os fótons se encontram no mesmo estado quântico (mesma energia, mesma direção, mesma frequência, mesma fase etc). Realizar uma condensação de Bose-Einstein é fazer com que os átomos, por natureza em constante movimento desordenado, tenham um comportamento gregário.
Independentemente dos trabalhos de Cornell e Wieman, o alemão Ketterle realizou uma experiência comparável com átomos de sódio. Já que continha mais átomos, a condensação obtida permite um estudo mais preciso do fenômeno. Observando a interação de duas condensações de Bose-Einstein separadas em curso de expansão, sua equipe pôde identificar os efeitos de transferência muito claros, comparáveis às ondulações provocadas na água pela queda simultânea de duas pedras.


